Da Mentira à Corrupção

Hoje: 06-10-2022

Página escrita por Rubem Queiroz Cobra
Site original: www.cobra.pages.nom.br

A mais das vezes, o grande motivador de uma mentira é o medo de contar a verdade e o temor pelas consequências dos próprios atos.

O imaturo não é capaz de lidar com algum problema ou com as consequências da verdade. Seu impulso para se proteger com uma mentira é automático e mora no seu subconsciente como uma arma que dispara automaticamente. O mitômano, ou mentiroso crônico, como é chamado o indivíduo com essa patologia, faz isso sem mesmo perceber. Mas como teme ser desmascarado, coloca todo o seu empenho em reforçar sua mentira atribuindo culpa a outras pessoas e fazendo juramentos falsos. A deficiência da sua imaturidade é quanto à força de determinação; falta-lhe a virtude da fortaleza e a ligação entre o roubo e a corrupção surge pelo mesmo motivo, ou seja, ele não resiste à oportunidade de se apropriar do que o seduz e não lhe pertence.

Os últimos governos do país foram marcados por escândalos de corrupção — Houve o chamado mensalão durante o governo do Presidente Lula, que foi preso por comprar os votos dos parlamentares nas decisões da Câmara e do Senado.

Dilma Rousseff (PT) comandou o País durante a eclosão da Lava Jato (a partir de 2014), investigação na qual dezenas de empresários e políticos, inclusive do PT, foram acusados de receber propinas.

Michel Temer (MDB) foi denunciado duas vezes pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O atual Presidente Bolsonaro está sendo investigado pela CPI da Covid, por inúmeras irregularidades praticadas por membros do seu governo.

A Transparência Internacional publica o relatório anual do Índice de Percepção de Corrupção (IPC), que ordena os países do mundo de acordo com “o grau em que a corrupção é percebida existir entre os funcionários públicos e políticos”. Produzido desde 1995 pela Transparência Internacional, o IPC avalia 180 países e territórios e lhes atribui notas em uma escala entre 0, quando o país é percebido como altamente corrupto, e 100 que indica maturidade plena no trato com a coisa pública. O índice é a referência mais utilizada no mundo por tomadores de decisão dos setores público e privado para avaliação de riscos e planejamento de suas ações.

O texto de 23 janeiro 2020, de André Shalders (@andreshalders) da BBC News no Brasil em Brasília, mostra os seguintes números com respeito ao nosso país:

“Na edição de 2019 do Índice de Percepção de Corrupção (IPC), Brasil teve mesma nota de 2018.

O Brasil não avançou no combate à corrupção em 2019, e a percepção de corrupção no setor público é hoje a mesma do fim do governo de Michel Temer (MDB).

A conclusão está na edição de 2019 do Índice de Percepção de Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional.

Na edição de 2019, o Brasil obteve a nota 35, a mesma de 2018.

Em 2019, porém, o Brasil caiu uma posição em relação aos demais países e territórios avaliados: está hoje na 106ª posição, empatado com a Albânia, Costa do Marfim, Argélia e Egito. Na edição de 2018, o país aparecia na 105ª posição.

A edição de 2019 também marca o 5º ano seguido em que o Brasil piora sua posição em relação aos demais países: a última vez que o país avançou no ranking foi em 2014, quando chegou ao 69º lugar. De lá para cá, houve queda relativa em todas as edições.”

Veja, por favor, as páginas vinculadas: “Situação do Brasil“, “O Brasil Visto do Exterior“.

Rubem Queiroz Cobra

Página lançada em 07-02-2022.

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Para citar este texto: Cobra, Rubem Q. – Da mentira à corrupção. Site www.cobra.pages.nom.br, Internet, Brasília, 2022.