Manasseh ben Israel

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Página escrita por Rubem Queiroz Cobra
Site original: www.cobra.pages.nom.br

Manasseh ben Israel (1604-1657). Judeu filho de Cristãos novos portugueses imigrados para Amsterdã, tornou-se, com 18 anos, rabino de um templo naquela cidade. Foi nomeado para a escola judaica de estudos religiosos avançados de Amsterdã. Com reputação de erudito, foi um dos dois principais mestres de Spinoza. Muitas de suas obras teológicas eram lidas tanto por judeus quanto por cristãos. Seus estudos da Kabala (escritos místicos dos judeus) o haviam convencido de que o Messias viria para levar os judeus de volta à terra Santa somente depois que estes houvessem se dispersado por todo o mundo.

Manasseh interessou-se então pela revogação do banimento de 1290 que proibia os judeus de viverem na Inglaterra. Sobre esse ideal ele escreveu “Esperança de Israel” com um prefácio endereçado ao Parlamento inglês. Oliver Cromwell deu a Manasseh permissão para visitar a Inglaterra e defender sua causa. Em 1655 Manasseh aceitou o convite de Cromwell (uma missão prévia pelo filho de Manasseh, Samuel, havia falhado). Publicou na Inglaterra o Vindiciae Judaeorum, em 1656 como reação a um panfleto de um puritano radical William Prynne. Sua visita não resultou em nenhuma declaração formal da legitimidade da imigração dos judeus, mas provocou o reconhecimento de que o banimento não tinha mais força legal. Este reconhecimento deu permissão tácita para os Judeus se estabelecerem na Inglaterra.

Rubem Queiroz Cobra

Página lançada em 00-00-1997.

Para citar este texto: Cobra, Rubem Queiroz – NOTAS: Vultos e episódios da Época Moderna. Site www.cobra.pages.nom.br, Internet, Brasília, 1997.