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O livro UM COMERCIANTE DO SÉCULO XVIII

Página escrita por
Rubem Queiroz Cobra
Site original: www.cobra.pages.nom.br

Sinopse - PESSOAS CITADAS - A Autora - Condes de Assumar - Opiniões sobre o livro

O Conde de Assumar.

Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal 

Importante para a reconstituição do Caminho Velho das Minas, ou Estrada Real, o Diário de Viagem do Conde de Assumar, é integralmente transcrito no livro. O Conde viajou em 1717, de Lisboa até Mariana, nas Minas do Ouro, passando por São Paulo. Além da transcrição do seu diário de viagem, o livro mostra alguns negócios de terras, minerações e escravos realizados pelo Conde de Assumar e tem a genealogia do seu procurador Domingos Rodrigues Cobra. Deste comerciante, que tinha negócios também na Bahia, descende o ramo brasileiro da família, formado pelos Rodrigues Cobra, Nogueira Cobra, Barros Cobra e Junqueira Cobra radicados originalmente em Minas Gerais.

Nosso livro UM COMERCIANTE DO SÉCULO XVIII (Editora Athalaia, Brasília, 1999, 240 p.; il.) é voltado principalmente para dois personagens da história de Minas Gerais: O Conde de Assumar, que governou a Capitania de São Paulo e Minas do Ouro no início do século XVIII, e Domingos Rodrigues Cobra o qual, como procurador do Conde, deu-lhe condições para a realização de negócios de certo vulto enquanto Governador. O conteúdo do livro é ainda importante no que diz respeito ao reconhecimento do Caminho Real ou Estrada Real das Minas, também chamado Caminho Velho, no trecho que, iniciando-se no Rio de Janeiro, descia a Parati e de lá, transpondo a Serra do Mar, alcançava Guaratinguetá de onde subia para São Joâo Del Rei e, mais ao norte, até Mariana, onde o governador estabeleceu residência.

O Conde de Assumar. Inicialmente a região correspondente hoje aos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais constituía uma única capitania. Em novembro de 1709 foi dela desmembrada a capitania de São Paulo e Minas do Ouro, que teve como primeiro governador o Coronel Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho. Coube a este instituir, nos povoamentos de mineradores, as primeiras vilas, criadas em 1711, que foram a de Nossa Senhora do Carmo e Albuquerque (Mariana), a de Vila Rica (Ouro Preto) e a de Sabará. Em 1713, o segundo governador, Dom Brás Baltasar da Silveira, criou mais as de São João del Rei, Caeté e Pitangui.

Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, o terceiro governador da nova Capitania, foi escolhido pelo Rei como homem indicado para manter a ordem entre os mineiros e garantir as rendas da Coroa. Nascido a 17 de outubro de l688, contava 28 anos quando se separou da família para vir ao Brasil. Tornou-se, em 1718, durante o seu governo, o 2.o Conde de Assumar, título herdado de seu pai. Foi, mais tarde, cumulativamente, Marquês de Alorna.

 

O Caminho Real.

Sob o aspecto histórico, o livro UM COMERCIANTE DO SÉCULO XVIII (Editora Athalaia, Brasília, 1999, 240 p.; il.) traz uma contribuição significativa, com a transcrição que nele foi feita do diário da viagem do Conde de Assumar de Lisboa às Minas do Ouro, um documento rico em referências a lugares e a moradores do Rio, de São Paulo e de Minas no início do século XVIII, e que permite reconstituir com segurança, um longo segmento da trilha que levava às minas, em fins do século XVI e início do século XVIII. Pela Estrada Real, Caminho Real ou Caminho Velho das Minas desciam os tropeiros transportando ouro, das Minas para o porto de Parati, ou subiam de volta às montanhas, levando mercadorias como tecidos, escravos, ferramentas de cultivo e de mineração.

Nomeado governador da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro, Dom Pedro embarcou em Lisboa a 17 de abril de 1717, acompanhado de um punhado de auxiliares de confiança, seus companheiros na longa viagem que ali se iniciava, e que exerceriam funções importantes em seu futuro governo. Durante a viagem, Redigiu um Diário que se tornou peça preciosa para a História de Minas e para o conhecimento do modo como os passageiros se entretinham a bordo das caravelas, na longa travessia oceânica, e de como se viajava por terra pelo Brasil de então, a pé, em liteira ou no lombo dos animais, as bagagens penosamente transportadas por caminhos íngremes, ou muitas vezes transformados em atoleiros pela chuva tropical.

O diário (transcrito nas p.183-221 do livro), constitui-se de duas partes, a marítima e a terrestre, e registra os acontecimentos desde a partida de Lisboa até a chegada de Dom Pedro Miguel e da sua comitiva à Vila do Carmo, no coração das Minas. De passagem por São Paulo, o senado da vila lhe deu posse no governo. Retomando a Estrada Real em Guaratinguetá, passou a Mantiqueira, penetrando em território mineiro. A narrativa detalhada permite reconstituir com exatidão boa parte da Estrada Real ou Caminho Velho das Minas, de Parati até as vilas mineiras da região do ouro.

No registro da parte terrestre o Diário é rico em referências a lugares e a moradores do Rio, de São Paulo e de Minas no início do século XVIII. Permite reconstituir com segurança a trilha que levava às minas, em fins do século XVI e início do século XVIII, a chamada Estrada Real, ou Caminho Real ou ainda  Caminho Velho das Minas, pela qual desciam os tropeiros transportando ouro, das Minas para o porto de Parati, ou subiam de volta às montanhas, levando mercadorias como tecidos, escravos, ferramentas de cultivo e de mineração. Por ele vê-se como era viajar por terra pelo Brasil de então, a pé, em liteira ou no lombo dos animais, as bagagens penosamente transportadas por caminhos íngremes, ou por campos transformados em atoleiros pela chuva tropical. ,

De passagem por São Paulo, o senado da vila lhe deu a Dom Pedro a posse no governo. Retomando a Estrada Real em Guaratinguetá, passou a Mantiqueira, penetrando em território mineiro.

Além da transcrição do Diário da viagem, também se discute quem, na comitiva do Conde, teria sido o seu verdadeiro autor, uma questão que sempre fascinou os historiadores tanto no Brasil como em Portugal. Acreditamos que a resolvemos, mediante os

 

Além da transcrição do Diário da viagem, no livro também se discute quem, na comitiva do Conde, teria sido o seu verdadeiro autor da narrativa, uma questão que sempre fascinou os historiadores tanto no Brasil como em Portugal, e que os autores acreditam haver solucionado, com os.argumentos que apresentam sobre sua verdadeira autoria.

 

O Procurador do Governador das Minas

As escrituras cartoriais por nós transcritas no livro mostram alguns fatos novos sobre o governador de São Paulo e Minas do Ouro, Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, o Conde de Assumar.

A documentação do primeiro cartório de Mariana revela que o Conde de Assumar realizou negócios em Minas, e os fez através do seu procurador, Domingos Rodrigues Cobra, o comerciante a que alude o título do livro.

Segundo o historiador Boxer em sua obra sobre a sociedade colonial no Brasil, as rendas auferidas nos negócios não foram pequenas, pois permitiram ao Conde resgatar suas dívidas em Lisboa, no seu retorno a Portugal, o que levou o Marquês de Pombal a suspeitar de que o Governador houvesse se enriquecido ilicitamente no exercício do cargo. A revelação da atividade comercial do Conde (p. 7-30) abre campo novo para pesquisas em torno desse personagem carismático da História de Minas Gerais.

 

O historiador Boxer em seu livro sobre a sociedade colonial no Brasil, comenta o comércio a que se aplicavam os governadores, usando os privilégios do cargo para amealhar lucros, em razão de seus magros salários. Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, o Conde de Assumar, poderá não ter sido uma exceção.

 

Domingos Rodrigues Cobra recebeu do Conde uma extensa sesmaria próxima a Mariana. Foi um bem sucedido comerciante, morador em Almada, Portugal, que viajava a negócios para a Bahia e Minas. Através de seu filho Bernardo da Cunha Cobra, que veio ao Brasil continuar os negócios do pai e aqui se casou, deixou descendência que se espalhou por várias localidades do Sul de Minas e São Paulo.

Parte da documentação utilizada, pesquisada no Arquivo de Mariana, no Arquivo Distrital de Setúbal, na Torre do Tombo e na Seção de Reservados da Biblioteca Nacional de Lisboa, está transcrita nos capítulos do livro.

As rendas auferidas não foram pequenas, pois permitiram ao Conde resgatar suas dívidas em Lisboa, no seu retorno a Portugal, o que levou o Marquês de Pombal a suspeitar de que o Conde de Assumar houvesse enriquecido ilicitamente enquanto governador. A revelação da atividade comercial do Conde (p. 7-30) abre campo novo para pesquisas em torno desse personagem carismático da História de Minas Gerais.

Em que pese a rudeza com que governou a Capitania, o Conde teria sido um admirável administrador. Segundo Boxer, quando, em 1721, passou o cargo a Dom Lourenço de Almeida, primeiro governador da nova capitania das Minas, desmembrada da capitania de São Paulo, este veio encontrar todos os quintos pagos, uma força militar organizada e um sistema administrativo regular, e se viu em condições de instalar as casas de Fundição do Ouro que Dom Pedro não lograra implantar.

Domingos Rodrigues Cobra, procurador do Conde de Assumar, e que recebeu do Conde uma extensa sesmaria próxima a Mariana, foi um bem sucedido comerciante, morador em Almada, Portugal, que viajava a negócios para a Bahia e Minas. Através de um filho que posteriormente veio ao Brasil e aqui se casou, deixou descendência que se espalhou por várias localidades do Sul de Minas. As sesmarias doadas e as fazendas adquiridas mostram os caminhos da ramificação da família de Baependi para Campanha, Cristina, Poços de Caldas e Pouso Alegre em Minas; Bananal, São Paulo e São José do Rio Pardo, em São Paulo. Ai estão as origens das famílias Nogueira Cobra, Barros Cobra, Junqueira Cobra, Cobra Ribeiro, Rodrigues Cobra, Pilar Cobra e outras Essa descendência é mostrada em uma Nota Genealógica que constitui um dos capítulos do livro.

Parte da documentação utilizada, pesquisada no Arquivo de Mariana, no Arquivo Distrital de Setúbal, na Torre do Tombo e na Seção de Reservados da Biblioteca Nacional de Lisboa, está transcrita no capítulo Documentos.

O livro contem fotos das igrejas das três localidades mais antigas, e fotos de alguns membros mais velhos da família, e um mapa para localização das ruínas do século XVI e XVII das casas da família Cobra, que ficavam a poucas dezenas de metros do palacete do Conde de Assumar, em Almada.

COMENTÁRIOS SOBRE O LIVRO

Queremos reunir nesta página todos os elogios que nos chegarem sobre o livro, lamentando não havermos transcrito muitos outros recebidos no passado. Sempre foi para nós motivo de grande satisfação o reconhecimento do nosso trabalho, de paciente e dispendiosa pesquisa, realizado por mais de duas décadas, do qual resultou o livro Um Comerciante do Século XVIII. Com ele pensamos ter revelado às atuais gerações da família a antiguidade e a honradez de suas origens.
M.J.Távora e R.Q.Cobra

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Opinião do Sr. Paulo Costa Campos

"Descendo do Cap. Domingos Rodrigues Cobra. Seus descendentes em T. Pontas são numerosos. Meu trisavô era Francisco Gomes Nogueira cc Francisca de Paula Nogueira. Há tempos desejava enviar-lhe uma mensagem a respeito de seu livro, que muito me ajudou na minha genealogia."

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Opinião do médico cearense, historiador e genealogista, Dr. Vinicius Barros Leal em carta aos autores:

"A maneira como é ele apresentado (O livro Um Comerciante do Século XVIII) difere da maioria das obras que conheço. A consistente documentação e o didatismo da exposição são de chamar a atenção. Parabéns! Os interessados nesses estudos também merecem felicitações. Reconheço o imenso esforço que representou a preparação e editoração deste livro. Ele vai influir, daqui por diante, na evolução do interesse pela busca das nossas raízes."

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Opinião do Sr. Jean Pierre Mandelert, de Minas Gerais, em carta aos autores:

"Comprei e li com enorme interesse seu livro "Um Comerciante do Século XVIII. Inicialmente queria conhecer mais sobre a família Cobra e acabei super interessado também pela evolução dos costumes e da língua Portuguesa. Foi uma excelente idéia ter incluído textos no original. Parabéns!"

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Cumprimentos do Sr. Wolmar Olympio Nogueira Borges, do Rio de Janeiro:

"Envio-lhes os cumprimentos pela obra de significado histórico e literário"

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Comentário da Sra. Isabel Lago Barbosa, da cidade de Matosinhos, Portugal:

"Já li o diário da viagem que, como eu previa, vem-me dar uma ajuda muito grande para a minha pesquisa. Agora é-me muito mais fácil referir-me aos primeiros anos do século XVIII em Minas, sobretudo no que se refere à qualidade das localidades e comunicações"

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Capítulos do livro.

AGRADECIMENTOS, 5

NEGÓCIOS DO CONDE DE ASSUMAR

O Conde de Assumar, p. 7

O Diário de Viagem, p. 9 (Vide também abaixo)

O Governo das Minas, p. 13

O Procurador Domingos Rodrigues Cobra, p. 15

Negócios no Rio de Janeiro, p. 23

O Reconhecimento de Dom Pedro a
Domingos Rodrigues Cobra, p. 25

Sesmarias, p. 28

Devassa, p. 30

(vide abaixo o APÊNDICE)

ÉPOCA, ORIGENS, NEGÓCIOS E VIAGENS
DE DOMINGOS RODRIGUES COBRA, p. 31 - 47

VIDA EM ALMADA, p. 48 - 67

NOTA GENEALÓGICA, p. 69 -111

REFERÊNCIAS, p. 120 - 134

DOCUMENTOS

Registos Eclesiásticos Portugueses, p. 142

Registos Eclesiásticos Brasileiros, p. 162

Documentos Cartoriais Portugueses, p. 165

Documentos Cartoriais Brasileiros, p. 169

Diversos - Portugal, p. 179

Diversos - Brasil, p. 181

APÊNDICE - DIÁRIO DE VIAGEM DO CONDE DE ASSUMAR

I PARTE - De Lisboa ao Rio de Janeiro, p. 183

II PARTE - Do Rio de Janeiro às Minas, p. 197

BIBLIOGRAFIA, p. 222

ÍNDICE REMISSIVO, p. 226

Maria José Távora     
Rubem Queiroz Cobra     

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Rubem Queiroz Cobra