Higiene em banheiros públicos

Página escrita por
Rubem Queiroz Cobra.
Site original: www.cobra.pages.nom.br

 

Sua construção e manutenção é obrigação da entidade publica ou privada responsável por locais em que o público é atendido ou convidado a comparecer. Sabão, papel higiênico e toalhas de papel fazem parte indispensável do atendimento, que deve ter a vigilância de um zelador-de-limpeza, um empregado bem consciente de sua responsabilidade pelo funcionamento e manutenção da limpeza, e provimento do material de consumo, para que nada falte.

O maior problema desses locais é a ignorância e preguiça de seu administrador. Mesmo quando o Reitor de uma universidade é tido na conta de sábio e competente, visitando um dos banheiros do campus você vai saber o que exatamente ele é. É muito provável que os banheiros masculinos estejam inundados de urina, os cantos cheios de papel usado, a louça do vasos arranhada e suja pelos sapatos de quem os utilisa subindo sobre suas bordas, e as torneiras da pia e dos mictórios sem a coroa de abrir e fechar.  

O leitor talvez possa ajudar a mudar a situação se, ainda que não esteja necessitando usá-lo, fizer uma visita ao banheiro do shopping onde faz suas compras. Se estiver mal cuidado e sem zelador presente, então telefone para a saúde pública. Faça uma visita também ao banheiro do Supermercado, para saber se pode confiar na peixaria, na padaria e nas verduras desse estabelecimento.

Bares e restaurantes à beira da estrada não têm medo da fiscalização porque os seus clientes estão de passagem e vão para longe. Na verdade eles poderiam ser denunciados por telefone ao departamento próprio da polícia rodoviária.

Uso do banheiro público. Ao usá-los, as pessoas devem ter o mesmo cuidado e lembrar-se dos outros que também irão usá-lo, tal como fariam em suas próprias casas. Mas, o estado em que esses banheiros andam, nas Rodoviárias, nos Supermercados, nas Universidades, Escolas públicas, e em muitos cinemas, bares e restaurantes, –principalmente pela ausência do zelador-de-limpeza  –, faz queo usuário adote certos procedimentos de defesa.  Então recorre a posições acrobáticas para evitar o contacto com qualquer peça no banheiro, e não quer tocar sequer no botão ou alavanca de descarga. Mas há uma solução fácil. Quem o utiliza poderá usar um pedaço de papel para abrir a torneira da pia ou apertar o botão de descarga sem tocar diretamente no metal.

Se há um mínimo de limpeza no banheiro, pode inclusive forrar com uma faixa de papel higiênico o assento do vaso e utilizá-lo com mais conforto. É preciso atenção, porém, para não exagerar no uso do papel, deixando pouco ou nenhum para quem vier depois, provocando entupimento do vaso.. Se o rolo de papel estiver para acabar, será louvável avisar o zelador-de-limpeza ou o gerente, a fim de que seja reposto.

Os proprietários de bares, hotéis, teatros, etc. costumam pedir às pessoas para não jogarem papel no va

so. Porém, se  há papel higiênico para ser usado, a pessoa deve usá-lo na quantidade suficiente para sua higiene e não se deixar influenciar pelo aviso "não jogar papel no vaso", porque ele é indevido. Um vaso com descarga deve ser construído dentro das normas técnicas respectivas, para que a descarga de água leve o material orgânico e o papel usado, desde que seja papel higiênico. Este se dissolve na água na mesma proporção que as fezes normais, e portanto não há porque separar o papel usado e colocá-lo em uma sexta de lixo ao lado. Esta cesta não é para papel higiênico mas sim para algum material insolúvel como tubos vazios, envelopes de pílulas, cotonetes, certos artigos da higiene feminina, etc. Apenas se usado em excesso e com desperdício o papel higiênico entupirá o vaso, tal como acontecerá também com uma massa fecal abundante e ressecada.

Porém, onde os padrões de construção não obedecem às normas técnicas, um vaso de privada não funciona corretamente e deixa de sugar todo o material como deveria.(V.p.f. a página O banheiro).

Quem encontra um banheiro sujo, com o botão ou alavanca de descarga que não funciona, ou faltando água, papel higiênico, pia e sabão para lavar as mãos, não deve reclamar com o proprietário: isto jamais funciona, e o queixoso correrá o risco de sofrer um desacato. Mas estará fazendo um bem à comunidade se telefonar para o Serviço de Fiscalização da Prefeitura, e denunciar a irregularidade. O número desse telefone deve estar afixado, por Lei, de modo bem visível no interior do banheiro e se não estiver, é mais uma irregularidade a comunicar.

Rubem Queiroz Cobra

R.Q.Cobra
Doutor em Geologia
e bacharel em Filosofia.

00-00-2000

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Para citar este texto: Cobra, Rubem Q. - Higiene em banheiros públicos. Site www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2000.

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