NOVIDADES DO SITE

Atomismo

Resumo

 

Página escrita por
Rubem Queiroz Cobra.
Site original: www.cobra.pages.nom.br


A noção de que a matéria é composta de partículas pequenas, indivisíveis remonta aos antigos gregos. No século VI aC, os pensadores começaram a questionar sobre qual é a realidade fundamental subjacente do mundo. Tendo em conta a constante mudança que vemos no mundo ao nosso redor, há algum substrato (physis, daí a nossa palavra física) que é constante?

Se assim for, é material ou imaterial, acessível por meio dos sentidos ou apenas através da mente, é um ou muitos?

Ao longo dos séculos, estas questões foram respondidas de várias maneiras diferentes. Alguns acreditavam que tudo era mudança, outros que a mudança era ilusória. Os pitagóricos pensavam que a physis era o "número" e foram pioneiros na abordagem matemática da natureza. Sua abordagem idealista estava em contraste com a dos materialistas, entre os quais os atomistas eram mais proeminentes. Leucipo de Mileto (circa 435 AC) e Demócrito de Abdera (circa 410 AC) desenvolveram a hipótese atômica. Segundo eles a matéria pode ser subdividida só até certo ponto, no qual apena o átomo (o que não pode ser cortado) permanece. O mundo era feito de átomos em movimento no vazio. Átomos diferiam entre si apenas na forma e tamanho, e as substâncias diferentes, com suas qualidades distintas, eram constituídas de diferentes formas, arranjos, e posições dos átomos. Os átomos estavam em contínuo movimento no vazio infinito e em constante colisão uns com os outros. Durante essas colisões poderiam repicar ou ficar juntos por causa de ganchos e farpas em suas superfícies, criando substâncias compostas. Assim, subjacente à evolução do mundo perceptível, havia constância (os átomos não eram criados nem destruídos), as mudanças eram causadas pelo combinações e dissociações de átomos.

A teoria subatômica teria tido seu início na observação de Aristóteles (384-322 AC), ao criticar o Atomismo de Demórcrito. Ele argumentou que, pela Lógica, se os átomos tinham diferentes formas, então eles tinham partes e isso significava que eles seriam matematicamente divisíveis, e se eles tinham tamanhos diferentes, então, na infinidade de seu número, nada iumpedia que, além dos muito pequenos, houvesse também os que seriam tão grandes quanto o mundo.

Demócrito deu alguns exemplos de como a hipótese atômica poderia ser responsável por qualidades como cor e sabor (sabor acentuado é causada por átomos cortantes.

Epicuro explica os fenômenos naturais pelo atomismo, mas ele fez várias alterações à doutrina, tendo em conta as críticas de Aristóteles. Ele distinguiu entre divisibilidade física e matemática e atribuiu peso aos átomos. Em seu sistema originalmente os átomos cairam no vazio infinito com velocidades iguais, até que um desvia levemente, sem causa. Esta guinada provocou colisões e redemoinhos de átomos e assim os mundos foram formados. O sistema ético epicurista foi influente durante muitos séculos

Aristóteles, no entanto, postulava a minima, o limite teórico da divisibilidade das substâncias, e foi muito discutido, o significado desse limite dentro aristotelismo Europeeu medieval.

Esta linha de pensamento forneceu a base material da filosofia mecanicista do século XVII, até os dias atuais em que a existência das partículas subatômicas foi comprovada.
 

 Rubem Queiroz Cobra

R.Q.Cobra
Doutor em Geologia
e bacharel em Filosofia.
23-02-2011

Direitos reservados.
Para citar este texto: Cobra, Rubem Q. - Atomismo. Site www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2011.

Utilize a barra de rolagem desta janela de texto para ver as NOVIDADES DO SITE
Obrigado por visitar COBRA PAGES  

Todos os links desta página devem estar funcionando. Se há um link nesta página que não está funcionando, por favor, avise-me. Insira em sua mensagem o TÍTULO da página onde encontrou o link defeituoso. Fico-lhe antecipadamente agradecido pela cortesia de sua colaboração.
Rubem Queiroz Cobra