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Lúlio, Raimundo (1235-1316), de Maiorca, místico catalão e poeta. É o autor de alguns livros, entre eles um manual da cavalaria, Ars Magna ("A grande Arte"), "A Árvore da Ciência". Sua obra mais importante talvez seja o Liber de ascensu et descensu intellectus ("O Livro da subida e da descida do intelecto") descrevendo estágios do desenvolvimento intelectual no entendimento na compreensão de todos os seres através do método da sua arte: como intelecto, a arte de conhecer; como vontade a arte de amar; e como memória a arte de recordar.

A arte luliana busca construir um sistema de relações entre as idéias as quais diz Lúlio, apoiando-se em Platão, que existem e são interligadas na construção da realidade. Atua por meio de tábuas e figuras. Determina os elementos primeiros do pensamento: sujeitos e predicados, e os representa por meio de letras que constituem "o alfabeto da grande arte". Dispõe essas letras em uma espécie de tábua pitagórica, e as escreve em triângulos, círculos que se sobrepõe e faz rodar para conseguir todas as diferentes combinações possíveis. As combinações formam o silabário e o dicionário da grande arte.

Acreditava que, depois de conhecidas todas as maneiras de combinar os sujeitos com os predicados, se teria a possibilidade de responder a todas as perguntas que a mente humana pode fazer. Mas toda a sua construção gira em torno dos gonzos de um princípio filosófico platônico, isto é, que as nossas idéias por serem sombras das idéias eternas, estão vinculadas reciprocamente, como essas, em cadeias cujos elos são partes de um sistema único total e por isso podem iluminar-se mutuamente, pois é uma só a luz que resplandece em todas. (Leibniz depois retoma essa linha).

Assim como Santo Agostinho, Lúlio nomeia três poderes da alma e os faz corresponder á Trindade, da qual o homem seria a imagem e semelhança.

Teve visões de Cristo que o levaram a deixar a vida de casado e da corte e, adepto de São Francisco, pregou no norte da África e oriente tentando converter muçulmanos ao catolicismo.

Lúlio viu o universo inteiro refletindo os atributos de Deus. Teve então a idéia de reduzir todo o conhecimento a princípios simples com uma convergência de unidade. Teria sido martirizado a pedradas no norte da África.

R.Q.Cobra
Doutor em Geologia
e bacharel em Filosofia

1997

Para citar este texto: Cobra, Rubem Queiroz - FILOSOFIA MODERNA: Resumos Biográficos. Site www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 1997 ("www.geocities.com/cobra_pages" é "Mirror Site" de www.cobra.pages.nom.br).