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Bérulle, Pierre De (1575-1629). Cardeal e político, foi o fundador da congregação do Oratório. Sua prima, Madame Acarie, tinha o salão de sua casa aberto a debates religiosos, aconselhou-o a ir à Espanha, devido ao seu interesse pela reforma do clero na França. Ele voltou com 7 freiras que foram as primeiras carmelitas descalças da França. Ele fundou a congregação dos padres do Oratório, de padres sem votos, fundou seminários e promoveu estudos teológicos. A congregação do Oratório serviu de modelo às outras congregações do século XVII na França: Lazaristas, Sulpicianos e Eudistas.

Mal sucedido na política (divergindo de Richelieu quanto à erradicação dos protestantes) apesar de ser o confessor da rainha mãe. Nasceu em um meio parlamentar (seu pai era conselheiro no Parlamento de Paris. Aluno dos jesuítas no colégio de Clermont, foi influenciado desde sua juventude pela espiritualidade da prima de sua mãe, Madame Acarie, que recebia em sua casa a elite religiosa de Paris, clerical e leiga, para debate de temas devotos. Ali circundavam-no os reformadores impregnados de mística, os capuchinhos, filósofos e intelectuais cristãos. Neste ambiente estimulante ele fez uma reflexão que se dispôs a publicar em 1597 o Bref discours de l'abnégation intérieure ("Breve discurso sobre a renúncia interior"). Ordenado padre ele fez votos de não aceitar nenhum benefício, e permanecer padre secular. Se ilustra rápido sobre as controvérsias com os protestantes, e por esse título foi reconhecido por Henrique IV. Foi o introdutor das Carmelitas na França (1604), trabalho difícil porque precisava obter as autorizações romanas e francesas, depois convencer as religiosas elas mesmas de aceitar como visitadores os futuros generais do Oratório, o que provocou um longo conflto.

Mas Bérulle é sobretudo o fundador do Oratório, que logrou criar em 1613. A ordem estava de início destinada a elevar o estado lamentável do clero francês: precisava criar seminários e colégios. Bérulle interferiu igualmente na reforma dos Feuillants, dos Irmãos Pregadores, dos Beneditinos de Marmoutier e de Sain-Maur, dos Prémontrés, dos franciscanos e dos agostinianos. Esta atividade reformadora ligada a sua proximidade do poder, fez dele um dos pontas de lança da reforma católica (ele trabalhou permanentemente por unir os poderes católicos ao redor da França, enfraquecer os protestantes, e é mesmo um dos conselheiros que apóiam o cerco de la Rochelle. Ela lhe valeu o chapéu cardinalício em 1627. Morreu em outubro de 1629.

R.Q.Cobra
Doutor em Geologia
e bacharel em Filosofia.

00/00/1997

Para citar este texto: Cobra, Rubem Queiroz - FILOSOFIA MODERNA: Resumos Biográficos. Site www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 1997
("www.geocities.com/cobra_pages" é "Mirror Site" de www.cobra.pages.nom.br).