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Obras. Em suas obras, Kierkegaard lançou os fundamentos do
existencialismo a corrente que depois receberia
a contribuição de Heidegger
e Sartre, e fez vasto
uso de pseudônimos para uma finalidade muito especial: eles representam, não ele
próprio, mas personagens com pontos de vista e atitudes próprias. Estabelece uma
dialética entre esses personagens, ou seja, entre dois ou mais pseudônimos seus. Deste
modo, um livro assinado com um pseudônimo responde a outro livro, assinado com outro
pseudônimo. O Pseudônimo Johannes Climacus trata do dilema entre a dúvida e a fé.
Vigilius Haufniensis ocupa-se dos aspectos psicológicos do pecado e da ansiedade.
Johannes de Silentio e Constantin Constantius ocupam-se da ética, a partir dos aspectos
envolvidos no relacionamento de Kierkegaard com Regine Olsen. Anti-Climacus é o cristão
ideal, etc. O seu propósito não era o anonimato mas desvincular sua personalidade dos
assuntos polêmicos de que tratava.
Os escritos de Kierkegaard, consignados ao período de
sua juventude (1834-1842) e depois impressos, incluem um artigo sobre a emancipação da
mulher, outro sobre a liberdade de impressa escrito para a Liga dos Estudantes, e
principalmente sua primeira obra publicada: "Dos papeis de alguém ainda vivo".
Na relação a seguir, a tradução dos títulos para o
português foi feita a partir das versões em inglês. São ainda obras desse período:
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Om Begrebet Ironi med stadigt Hensyn til Socrates
("O Conceito de ironia, com referência continua até Sócrates"), 1841. Foi sua
tese e o assunto é, na primeira parte, a ironia de Sócrates - como aparece em Platão
-, de Xenofonte e de Aristofanes, com uma parte sobre Hegel;
e na segunda parte, a ironia em Fichte, von Schlegel, e
outros.
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"Notas das aulas de
Schelling em Berlim" (1841-42) que são anotações de diário sobre seus estudos na
Alemanha, publicadas postumamente.
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"Confissão pública", 1842, que apareceu com seu
próprio nome desautorizando boatos de que era o autor de artigos assinados com
pseudônimos. Ele era de fato o autor, mas era essencial para a dialética autoral que
queria criar, que se desvinculasse da autoria desses artigos.
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Enten-Eller. Et Livs-Fragment: Første Deel,
indeholdende A.'s Papirer ("Ou.../ou: Um fragmento de vida: Primeira Parte,
contendo os papeis de A") e
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Enten-Eller. Et Livs-Fragment: Anden Deel,
indeholdende B.'s Papirer, Breve til B, ("Ou.../ou: Um fragmento de vida:
Segunda Parte, contendo os papeis de B, Cartas para B"), são de 1843. As duas partes
da obra referem-se aos dois tipos de vida que Kierkegaard concebe: estética e ética.
A primeira parte é uma coleção de trabalhos apresentando vários pontos de vista
estéticos. A parte segunda é sobre o casamento como uma expressão do estágio ético.
"Victor Eremita" é o editor das duas partes as quais, têm, cada uma, seu
próprio autor. "A", o Jovem, é o autor da primeira parte, e "B", ou "Juís William",
o autor da segunda parte. Kierkegaard tomou cuidados especiais para que o público
não soubesse que era ele o autor, ao ponto de fazer os originais serem copiados por
mãos diferentes, de modo que os empregados da gráfica não o identificassem pela
caligrafia. Esmerando-se em extremo nessa farsa, publicou, uma semana após o
lançamento do livro, um artigo seu no "A Pátria",com o pseudônimo "A. F." onde ele
próprio indaga "Quem é o autor de Ou.../Ou...?" São também de 1843:
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"Uma palavra de Agradecimento ao Professor Heiberg",
por Victor Eremita. Aquele era uma grande figura da literatura na Dinamarca;
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"Pequena Explicação", um pequeno artigo escrito
também em referencia a pseudônimos por ele adotados, tal como "Quem é o autor de
Ou.../Ou...?" e "Confissão Pública".
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Johannes Climacus, eller De omnibus dubitandum est.
En Fortælling ("Johannes Climacus, ou de omnibus dubitandum est. Uma
narrativa"), também de 1843, de publicação póstuma, é um trabalho filosófico em que
"Johanes Climacus", na sua busca da verdade filosófica, duvida de tudo, explorando o
modelo cartesiano e hegeliano. "Johannes Climacus" será também o autor de
("Fragmentos filosóficos") e a outra obra vinculada, ("Post-scriptum não científico
conclusivo"). Este pseudônimo representa a autoria dos maiores trabalhos filosóficos
de Kierkegaard.
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Em 1843 também inicia a série Atten Opbyggelige
Taler ("Dezoito Discursos edificantes") que irá de 1843-45. Está dividido em
três seções. A primeira contem o popular "Pureza do Coração é querer uma coisa"; a
segunda é "O que aprendemos dos lírios do campo e das aves do céu"; a terceira é "O
evangelho dos sofrimentos". Foi publicado por partes: Duas em 1843; três, em 1843;
quatro, em 1843; duas, em 1844; Três, em 1844; Quatro, em 1844)
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Frygt og Bæven: Dialectisk Lyrik ("Temor e
Tremor: um lírico dialético"), também de 1843. O pseudônimo é "Johannes de
Silentio". Nesta obra Kierkegaard trata do seu rompimento com Regine na mesma
perspectiva em que vê o sacrifício de Abraão e Isaac: obediência a um dever, mas que
exige um ato não ético. Nesta perspectiva Kierkegaard aborda uma interessante
questão: um julgamento moral pode ser suspenso em virtude de um poder maior. Ele
exemplifica com o episódio em que Abraão recebe de Deus a ordem de matar Isaac.
("Temor e Tremor") (1843). O problema que ele coloca é se existem situações nas
quais a ética pode ser suspensa por uma autoridade maior, Deus, que é a essência de
tudo que é ético.
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Gjentagelsen: Et Forsøg i den experimenterende
Psychologi ("Repetição, uma especulação em psicologia experimental"). De 1843, é
uma narrativa filosófica com considerações a respeito da impossibilidade do
compromisso entre dois amantes, situação como a criada por ele próprio com sua noiva
Regine Olsen. O pseudônimo é "Constantin Constantius", um poeta que escreve
sobre o estágio ético, como um jovem amante que só pode amar sua amada depois
deixá-la e somente "poeticamente".
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Philosophiske Smuler eller Smule Philosophi
("Fragmentos filosóficos, ou um fragmento de filosofia"), Johannes Climacus, é de
1844. Kierkegaard nesta obra inicia a abordagem de um tema que irá concluir
em "O conceito de ansiedade". É uma tentativa de apresentar o cristianismo como
deveria ser para que tenha algum sentido. Busca particularmente apresentar o
cristianismo como uma forma de existência que pressupõe a vontade livre, sem a quaql
tudo fica sem sentido.
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Begrebet angest. En simpel psychologisk-paapegende
Overveielse i Retning af det dogmatiske Problem om Arvesynden ("Conceito de
Angustia: uma simples deliberação psicologicamente orientadora a respeito do
problema dogmático do pecado original"), de 1844, no qual Kierkegaard examina a
doutrina cristã do pecado original e sua relação com a angústia e ansiedade. A
liberdade causa ansiedade. Vigilius Haufniensis é o autor; Haufniensis significa
"vigilante", no caso, da cidade de Copenhague, como se Kierkegaard se sentisse
responsável pela guarda da sua cidade aparentemente sob todos os aspectos de seu bem
estar.
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Forord. Morskabslæsning for enkelte Stænder efter
Tid og Leilighed ("Prefácios: leitura leve para pessoas em vários estados de
acordo com o tempo e a oportunidade"), Nicolaus Notabene, foi também publicado em
1844. Uma série de ensaios e críticas satíricas visando o sociedade literária de
Copenhague, principalmente a figura de J. L. Heiberg. São oito prefácios referentes
a oito trabalhos não existentes. "Nicolaus Notabene", um personagem pedante,
é o autor.
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Tre Taler ved tænkte Leiligheder ("Três
Discursos sobre ocasiões imaginárias"), de 1845. Este trabalho acompanhou o
Stadier paa livets vei ("Estágios no caminho da vida"). Cada um dos três
discursos representa os três estágios ou condições de existência: a estética, a
ética e a religiosa: "Um confissão", "Um casamento", e "Ao lado de uma sepultura".
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Stadier paa Livets Vei. Studier af Forskjellige.
Sammenbragte, befordrede til Trykken og udgivet af Hilarius Bogbinder ("Estágios
no caminho da vida: estudos por várias pessoas, compilado, encaminhado à imprensa, e
publicado por Hilarious Bookbinder") É um complemento a ("Ou.../Ou...") de 1845, e
discute a mesma questão do estético e do ético, acrescentando porém o estágio
religioso da existência. O editor é "Hilarius Bookbinder" A primeira parte, chamada
"In Vino Veritas" ou "O banquete," é assinada por "William Afham" - Afham significa
"por si mesmo" e está calcada no Symposium de Platão: trata dos mesmos
assuntos -- amor, Eros, sexo, mulheres -- com um amargo sarcasmo e profundo desdém
pelas mulheres em geral. "Frater Taciturnus" assina o texto do estágio religioso.
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"Uma explicação e um pouco mais", de 1845, pequeno
artigo que, como "Uma pequena Explicação" e "Quem é o autor de Ou.../Ou..." é outra
tentativa de Kierkegaard de guardar distância da autoria de seus trabalhos.
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En flygtig Bemærkning betræffende en Enkelthed i Don
Juan ("Uma observação superficial sobre um detalhe em Don Giovanni"). É um
artigo publicado no jornal A pátria em 1845 no qual volta ao assunto relativo
à ópera Dom Giovanni de Mozart, tratado inicialmente no ("Ou.../Ou...").,. O autor é
"A", que foi o autor de um artigo muito anterior ("Uma outra defesa das
grandes habilidades da mulher").
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Afsluttende Uvidenskabelig Efterskrift til de
philosophiske Smuler. Mimisk-pathetisk-dialektisk Sammenskrift, Existentielt Indlæg
("Post-scriptum não científico conclusivo ao Fragmentos Filosóficos. Uma
compilação Mímico-patético-dialética, uma contribuição existencial"), de 1846, faz a
abordagem subjetiva do conhecimento. Kierkegaar novamente sustenta a necessidade de
se aproximar da verdade subjetivamente, porém sem negar a verdade objetiva, apenas
dizendo que a verdade objetiva somente pode ser conhecida e apossada subjetivamente.
Como o título anuncia, é uma continuação ao "Fragmentos Filosóficos". Saiu assinado
por Johannes Climacus.
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"A atividade de um esteticista viajante e como
aconteceu de ele ainda pagar pelo jantar" é um artigo publicado npor Kierkegaard no
Fædrelandet ("A Pátria"), em 1845; foi o primeiro de dois artigos atacando P.
L. Møller e "O Corsário", que havia inescrupulosamente e negativamente criticado o
"Estágios do caminho da vida" de Kierkegaard. Em fins de dezembro de 1845, no seu
anuário de estética Gæa, 1846. Kierkegaard retaliou revelando que Møller
escrevia secretamente para o Corsaren ("O Pirata"). Este era um semanário
humorístico mal afamado, que satirizava pessoas de respeito, e era considerado
desprezível, porém lido reservadamente por muita gente. Seu editor era
Meïr Goldschmidt (1819-1887), bem mais novo que
Kierkegaard, e que este considerava talentoso. A intenção de Kierkegaard com o seu
artigo foi dupla: desacreditar Møller e afastar Goldschmidt do "O Pirata", porque
acreditava que Goldschmidt era capaz de coisas de mais valor. O resultado foi
péssimo para Kierkegaard, pois "O Pirata" se lançou em uma campanha para metê-lo no
ridículo, caricaturando-o de vários modos, no que foi a maior comoção literária do
século XIX na Dinamarca.
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Det dialektiske resultat af en literair
Politi-Forretning ("Resultado dialético de uma ação policial literária"),
Frater Taciturnus, de 1846, é o segundo de dois artigos que escreveu atacando O
Pirata como jornal como corrupto e difusor de boatos.
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En literair Anmeldelse: To Tidsaldre, Novelle af
forfatteren til En Hverdags-Historie udgiven af J. L. Heiberg, ("Duas épocas: a
época da revolução e a época presente, uma revisão literária: ") de 1846 uma longa
crítica do romance de Thomasine Christine Gyllembourg-Ehrensvärd, intitulado "Duas
Épocas". A crítica deu margem a uma polêmica, devido a Kierkegaard achar que sua
época era de reflexão, faltava paixão.
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Opbyggelige Taler i forskjellig ("Discursos
edificantes em vários temas"), de 1847
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Kjerlighedens Gjerninger. Nogle christelige
Overveielser i Talers Form ("Escritos de Amor: Algumas deliberações cristãs sob
a forma de Discursos"), de 1847. Longa abordagem do preceito cristão "amar o
próximo como a si mesmo". Está claro que Kierkegaard estava se movendo na direção de
uma ainda maior austeridade no se pensamento religioso, e nos trabalhos que ele
agora produzia, particularmente Kjerlighedens gjerninger, retratava um
cristianismo rígido e mais descompromissado que em qualquer de suas outras obras.
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Hr. Phister som Captain Scipio (i Syngestykket
Ludovic): En erindring og for Erindringen ("O Sr. Phister como Capitão Scipio
(na ópera cômica Ludovico): uma recordação e para recordar"), de 1848, comentário
sobre a atuação do ator Joachim Ludvig Phister's (1807-1896) como Capitão Scipio,
que demonstra o interesse de Kierkegaard pelo teatro. "Procul" é o autor.
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Krisen og en Krise i en Skuespillerindes Liv ("A
crise e uma crise na vida de uma atriz") de 1848, são especificamente a
respeito da competência interpretativa da atriz Johanne
Luise Pätges Heiberg (1812-1890), mulher de Johan
Ludvig Heiberg, uma figura exponencial da literatura e da sociedade
dinamarquesa. O pseudônimo utilizado por Kierkegaard é "Inter et Inter".
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Christelige Taler ("Discursos cristãos"), de
1848, neste Kierkegaard entende que seus pecados foram perdoados e esquecidos por
Deus.
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Bogen om Adler, eller en Cyclus ethisk-religieuse
("O livro sobre Adler, ou um ciclo de ensaios ético-religiosos") por Afhandlinger,
de 1846-47, revisado em 1848, foi publicado postumamente. Um pastor hegeliano
radical, Adolf Adler afirmava ter tido uma visão em que Cristo ditara integralmente
para ele um trabalho inteiro, porém confessa depois que sua revelação fora um erro,
que ele pretendia que a obra fosse um trabalho de gênio. Kierkegaard explora as
categorias de genialidade e inspiração.
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Tvende ethisk-religieuse Smaa ("Dois pequenos
Ensaios Ético Religiosos") incluindo ("Tem o homem o direito de se deixar matar pela
verdade?") e ("Diferença entre um gênio e um apóstolo"). Este trabalho, escrito
1847, foi publicado em 1849. Kierkegaard não publicou "O Livro sobre Adller" mas
utilizou parte dele para tratar de martírio e as categorias de genio e inspiração
nos dois artigos desse folheto, assinados com o pseudônimo Afhandlinger H. H..
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Den Enkelte"; Tvende "Noter" betræffende min
Forfatter ("O indivídual singular ":Duas "Notas" relativas ao meu trabalho como
um autor"), Virksomhed, 1846-47, com post-scriptum de 1849 e 1855, publicado
postumamente em 1859. Foi o primeiro de três trabalhos que Kierkegaard escreveu em
1848, a respeito de sua atividade autoral mas foi publicado postumamente em 1859
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Synspunktet for min Forfatter-Virksomhed. En
ligefrem Meddelelse, Rapport til Historien ("O ponto de vista para meu trabalho
como um autor. Uma comunicação direta, notícia para a História"), foi outro desses
três trabalhos de 1848, a respeito de sua atividade autoral, também publicado
postumamente em 1859. Kierkegaard escreveu esse trabalho para explicar todo o seu
método autoral, mas o deixou sem publicar porque lhe pareceu muito auto elogioso.
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Om min Forfatter-Virksomhed 1848-49 ("Sobre meu
trabalho como um autor 1848-1849"), suplemento, 1850, publicado em 1851.
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Den væbnede Neutralitet eller Min Position som
christelig Forfatter i Christenheden ("Neutralidade armada, ou minha posição
como um autor cristão na cristandade"), 1848-49, publicado postumamente em 1880.
Este pequeno trabalho é importante porque poderá ser a mais direta e clara afirmação
da posição de Kierkegaard sobre a Igreja e a cristandade. Tem estilo diferente do
utilizado nos panfletos contra a cristandade que apareceram ao final de sua vida.
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Lilien paa Marken og Fuglen under Himlen: Tre
gudelige Taler ("Os lírios do campo e as aves no céu: três discursos
devocionais"), 1849, são artigos que apareceram quase um ano depois de sua
experiência religiosa de 1848 e tem o tom semelhante ao do "Discursos Cristãos".
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Sygdommen til døden. En christelig psychologisk
Udvikling til Opbyggelse og Opvækkelse ("A doença para a morte: uma exposição
psicológica cristã para edificar e alertar"), de 1849, livro que é peça associada ao
"Conceito de Ansiedade" e também é um trabalho de psicologia, que vai mais longe que
suas primeiras considerações psicológicas sobre a ansiedade. Neste Kierkegaard
considera os aspectos espirituais da angústia. Considera a ansiedade relacionada ao
que é ético, e a angústia ao que é religioso, ou seja, ao eterno. "Anti-Climacus" é
o autor; com este pseudônimo Kirkegaard assinou seus mais importantes trabalhos na
linha religiosa, personificando o cristão perfeito. "Anti-Climacus" é do mais alto
nível enquanto "Climacus", ao contrário, personifica um cristão de menor valor.
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Tre Taler ved Altergangen om Fredagen ("Três
Discursos sobre a comunhão às sextas-feiras"), 1849. Este trabalho contem: "O sumo
sacerdote" "O publicano " e "A mulher apanhada em pecado", este último baseado em
Lucas. São semelhantes aos "Discursos Cristãos". Estes trabalhos são acompanhados
por uma breve explicação sobre o recurso a pseudônimos adotado anteriormente por
Kierkegaard.
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Indøvelse i Christendom ("Prática cristã"),
Anti-Climacus, de 1850. Ele pretende mostrar meios pelos quais o verdadeiro
cristianismo pode ser reintroduzido na Cristandade, pois esta afastou-se do
cristianismo do Novo Testamento. O trabalho é polêmico e homiliético. Foi também um
ataque dissimulado aos chefes da igreja dinamarquesa.
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En Opbyggelig Tale ("Um discurso edificante"),
1850
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Foranlediget ved en Yttring af Dr. Rudelbach mig
betræffende ("Carta aberta, provocada por uma referencia a mim feita pelo Dr.
Rudelbach")1851, refere-se a uma proposta de reforma da Igreja feita por A. G.
Rudelbach contra a qual Kierkegaard, apesar de desejar essa reforma, objeta que
Rudelbach sugeria instrumentos políticos para a reforma, quando o necessário era uma
demolição com reconstrução espiritual.
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To Taler ved Altergangen om Fredagen ("Dois
discursos sobre a comunhão às sextas-feiras, escrito em 1849, publicado em 1851.
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Til Selvprøvelse. Samtiden Anbefalet ("Para o
exame de consciência: recomendado para a época presente") 1851, busca reorientar o
leitor para Deus. É densa espiritualidade em todas as suas três partes: "O que é
necessário para se olhar a si mesmo com verdadeira benção no espelho do mundo?",
"Cristo é o caminho" e "É o espírito que dá a vida".
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Dømmer Selv! Til Selvprøvelse, Samtiden Anbefalet.
Anden Række ("Julgue por si mesmo! Para o exame de consciência, recomendado para
a época presente. Segunda série")1851, publicado postumamente em 1876. Está
estreitamente vinculado ao "Para o exame de consciência", acima, e é sobre o
sofrimento e imitação de Cristo.
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Vários artigos no "A Pátria" (um total de 21),
publicados em 1854 e 1855, nos quais dirige pesados ataques à igreja oficial por ter
erradicado o verdadeiro cristianismo, e por tê-lo substituído por uma religião do
Estado.
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Dette skal siges; saa være det da sagt ("Isto
precisa ser dito, logo, deixa que seja dito") Esse folheto de 1855 foi publicado
depois da série de artigos saídos no "A Pátria". Nele Kierkegaard alega que a igreja
é tão corrupta que é melhor não frequentá-la.
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Øieblikket ("O momento") editado no ano de 1855.
Depois dos artigos publicados no "A Pátria" Kierkegaard publicou dez folhetos, cada
um contendo vários artigos seus, todos continuando seu ataque à Igreja Oficial.
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Hvad Christus Dømmer om officiel Christendom ,
("O que Cristo pensa do Cristianismo oficial"), de 1855. Essse folheto foi publicado
logo depois que Kierkegaard começou a publicar o Øieblikket ("O Momento").
Kierkegaard ataca outra vez a igreja oficial chamando os clérigos de livre
pensadores e perjuros por não cumprirem seus votos sagrados.
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Guds Uforanderlighed. En Tale ("A imutabilidade
de Deus: Um discurso") Publicado em 1855, em meio a seu ataque à Igreja.
Além dessas obras, Kierkegaard deixou cartas e
documentos, alguns reunidos depois em obras póstumas, e na publicação em vários volumes
Søren Kierkegaards Papirer (Papeis de Kierkegaard), primeira parte, os datados de
1834-47, e segunda parte, de 1848-55, restando milhares de notas de interesse religioso,
pessoal ou histórico, a serem ainda aproveitadas.
Rubem Queiroz Cobra
Doutor em Geologia e
bacharel em Filosofia
Início em 08/06/2001
Parte I -
Parte II
- Parte III -
Parte IV |