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COUSIN, Victor. Filósofo, educador e historiador francês Victor Cousin nasceu em Paris em 28 de novembro de 1792 e faleceu em Canes em. 13 de janeiro de 1867. Seu ecletismo sistemático, - a combinação de muitas filosofias diferentes -, fez dele o mais bem conhecido pensador liberal de seu tempo. Seu sistema foi, na verdade, uma influência de Condillac e do filósofo inglês John Locke ( 16..-1704). Enquanto cursou a Ecóle Normale, onde ingressou em 1811, leu escritores dos séculos XVIII e XIX, da corrente escocesa Common Sense, e foi também influenciado por dois outros filósofos franceses, François Maine de Biran e Pierre Paul Royer-Collard, tendo sido, mais tarde, assistente deste último.

Após lecionar por um breve período na Ecóle Normale, viajou à Alemanha em 1817 e 1818, encontrou e sofreu influência de seus contemporâneos G.W. F. Hegel e Friedrich Schelling.

Quando cresceu a política antiliberal na França, em 1820, ele perdeu sua cadeira de assistente, e a própria Ecóle Normale foi fechada em 1822. Asilou-se na Alemanha, onde foi preso por seis meses (1824-1825). Escreveu, em 1826 Fragments philosophiques e completou as edições da obra do filósofo grego neoplatônico Proclus e também de René Descartes, e começou sua tradução das obras de Platão.

Reintegrado em 1828 na Ecóle Normale, que fora reaberta em 1826, suas aulas de filosofia fizeram dele um escritor popular, sendo figura dominante na intelectualidade francesa pelos 20 anos seguintes. Tornou-se membro do Conselho de Instrução Pública em 1830, da Academia Francesa em 1831, e da Académie des Sciences Morales et Politiques em 1832. Neste mesmo ano foi feito Par de França, e dois anos depois, diretor da Ecóle Normale.

Após visitar a Alemanha estudando lá métodos educacionais, redigiu a Lei da reforma da educação primária francesa em 1833. Em 1840 foi nomeado ministro da Educação Pública da França.

Além das aulas, e de seus encargos oficiais, Cousin escreveu prolificamente.

Cousin não desenvolveu um sistema filosófico próprio, mas ao contrário, construiu um sistema a partir da obra dos outros. Conseguiu, porém, mudar a ênfase da filosofia francesa do materialismo para o idealismo. Ele via um pouco de verdade em cada filosofia, que reuniu em quatro categorias: Sensualismo, Idealismo, Ceticismo, e Misticismo. Foi criticado pelos ateus por um lado, e por outro provocou também o desagrado da Igreja Católica, por buscar nos acontecimentos históricos evidências da mão de Deus, e por negar a revelação divina.

Escreveu mais De la metaphysique d'Aristote (1835), Du vrai, du beau et du bien (1836; "Do verdadeiro, do belo e do bem"); Cours d'histoire de la philosophie moderne (1841-46), e um estudo do filósofo francês Blaise Pascal, Des Pensées de Pascal (1843). Reconheceu a inteligência feminina escrevendo uma série de estudos sobre 4 mulheres do século dezoito: Jacqueline Pascal (1845); Madame de Sablé (1854); Madame de Chevreuse e Madame de Hautefort (1856).

R.Q.Cobra
Doutor em Geologia
e bacharel em Filosofia
2001

Para citar este texto: Cobra, Rubem Queiroz - FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA: Resumos Biográficos. Site www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2001 ("www.geocities.com/cobra_pages" é "Mirror Site" de www.cobra.pages.nom.br).