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RENÉ SPITZ

Página de Educação e Comportâmento
escrita por Rubem Queiroz Cobra
(Site original: www.cobra.pages.nom.br)

 

Nascido em 29-01-1887 em Viena, Áustria, falecido em Denver, Colorado, USA, em 14-09-1974, René Spitz foi notável pesquisador em um campo então novo, o da psicologia infantil.

Spitz conheceu Sándor Ferenczi, hábil hipnotizador e psicanalista do círculo mais próximo de Sigmund Freud, que o apresentou ao criador da Psicanálise, introduzindo-o na Sociedade Psicanalítica de Viena. Submeteu-se, então, a treinamento e análise com Freud, de 1910 a 1911, tornando-se psicanalista. Praticou em Viena e Berlim, seguindo em 1932 para Paris e em 1938 para Nova York, onde trabalhou por 17 anos no Instituto de Psicanálise.

Em 1956 Spitz tornou-se professor na Universidade do Colorado. Pesquisou as fases iniciais da construção do Ego e desenvolveu novas técnicas de observação de criancinhas. Conquistou a admiração do meio científico americano com seu interesse e método de estudo aplicado as crianças abandonadas; ficou conhecido nos meios educacionais, na primeira metade do século XX, devido às suas observações pioneiras quanto ao efeito dos afagos em crianças mantidas em um berçário. Demonstrou que uma criança muito nova necessita afagos físicos reais para sobreviver.

Com o propósito de isolar e investigar os fatores responsáveis, ou desfavoráveis, ligados ao desenvolvimento infantil em crianças internadas de até 2 anos e meio de idade, escolheu para suas observações um impecável Orfanato para crianças enjeitadas e um berçário de uma prisão de mulheres. No Orfanato, organizado e limpo, as crianças mostravam um sensível retardamento em seu desenvolvimento mental e progressiva debilidade física. Uma epidemia de sarampo matou 23 das 88 crianças com idade inferior a 2 anos e meio. Das sobreviventes, apenas 2 começaram a falar e aprenderam a caminhar no espaço da pesquisa. Nenhuma aprendeu a comer sozinha e todas eram incontinentes.

Em grande contraste estava o quadro do berçário da prisão de mulheres, onde as crianças eram a fascinação das próprias mães reclusas e de todo o pessoal de serviço. Seu desenvolvimento era tão acelerado e sadio que o problema era de como conter as manifestações de sua vitalidade e inteligência. Nos testes de quociente de desenvolvimento que utilizou, Spitz pode conferir uma média de 105 pontos para o segundo grupo, e apenas de 72 pontos para o primeiro. Concluiu que era a falta de contacto materno que minava o desenvolvimento das crianças do orfanato: "O quadro contrastante dessas duas instituições mostra a importância da relação mãe e filho para o desenvolvimento da criança durante o primeiro ano. As privações em outras áreas como no raio da percepção ou locomoção podem todas ser compensadas por relações mãe e filho adequadas", diz Spitz.

Trabalhos:

"No and yes. On the Genesis of Human Communication". International Universities Press, Inc. New York, 1957
"An Inquiry into the Genesis of Psychiatric Conditions in Early Childhood". The Psychoanalytic Study of the Child, Vol.1 (1945): 53-74.

Rubem Queiroz Cobra            
Doutor em Geologia e bacharel em Filosofia

Aberta em 02/09/98

Direitos reservados. Para citar esse texto: Cobra, Rubem Q. - René Spitz. COBRA PAGES: www.cobra.pages.nom.br, Internet, Brasília, 1998.
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