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A MULHER DA ILHA

Página escrita por
Rubem Queiroz Cobra
(Site original: www.cobra.pages.nom.br)

 

Depois de vários dias de orgia, a satisfazer o erotismo feroz das tripulações de dois cargueiros asiáticos no terminal de minério da Ilha, ela foi ao continente fazer compras na Vila e o viu – o estrangeiro louro e gentil por quem se apaixonou. Na Rua do Comércio, ele pediu para fotografá-la com sua complicada máquina de muitas lentes. Moraram juntos até que não pôde mais esconder a gravidez. Porém, feitas as contas, a criança não poderia ser dele. Foi quando ele disse que havia terminado seus negócios no continente e que era chegada a hora de retornar a sua pátria, e partiu. Sem ele, preferia morrer!

Quando achava que havia feito uma coisa ruim, ela pedia perdão sem se dirigir a ninguém e a nenhum deus. Simplesmente fechava os olhos e se arrependia, e esse arrependimento a tranqüilizava. Mas, se estava para fazer uma coisa tão assustadora como tirar sua própria vida, precisava de alguém com poderes para lhe dar uma absolvição prévia. O padre que, vez por outra, via nas ruas da Vila, afável com todos que encontrava, a batina preta batendo ao vento em contraste com toda aquela luminosidade refletida nas calçadas e nas paredes brancas das casas, seria com certeza a melhor escolha. Mas agora já anoitecia. O padre estaria na igreja àquela hora? Seguiu, a contragosto, uma beata com um véu preto sobre a cabeça que subia a rua para o alto da Vila: detestava aquela gente! Viu-a entrar na Igreja e entrou logo atrás.

No interior mal iluminado do templo, umas poucas e fracas lâmpadas elétricas permitiam ver os vultos recurvados de três ou quatro mulheres que – o rosário pendente das mãos - oravam silenciosamente.

― É a mim que procura? – indagou o padre encontrando-a ao vir do escuro de uma nave lateral. – Quer se confessar?

Como não soube o que responder, o padre indicou-lhe a porta da sacristia.

– Sente-se aqui – disse apontando uma cadeira frágil e de encosto reto, e sentando-se em outra igual. – Você parece muito aflita. É uma das mulheres da Ilha, não é?... Vive em pecado!

Ao ouvir essa condenação, ela, indignada, quis levantar-se e partir, mas o padre, percebendo em tempo sua intenção, ajoelhou-se à sua frente num gesto rápido, e com as mãos crispadas sobre as suas coxas, impediu-a de se mover. “Os homens são todos iguais”, ela pensou com desprezo, atribuindo ao padre uma intenção libidinosa. Mas surpreendeu-se com a fala do jovem metido na batina preta:

― Eu te imploro: dê a Deus uma chance de ajudá-la. É o que Ele quer fazer e você não permite! Deus quer ajudá-la a deixar essa vida de pecado, acredite! – disse o padre.

Ela afastou as mãos dele com energia e ergueu-se, tomada de raiva; recompôs a saia e se afastou; os tacos de seus sapatos soando alto nas tábuas do chão do templo. Cheia de furor, alcançou a rua escura em passadas rápidas. Sua raiva aumentou ainda mais, ao cruzar com algumas beatas que vinham no escuro, cobertas de véus negros, a caminho da igreja.

― Quer me salvar? – bradou para o céu de estrelas. – Quer que eu deixe a rua? Então faça que meu filho seja filho do homem que eu amo, e tão bonito quanto ele! E se realmente for filho dele, quero ser rica para fazê-lo tão finamente educado como o pai! Se me fizer essas duas coisas, pode me salvar!

E gritou mais, para as passantes:

― Eu até viro uma beata! - e riu alto.

As mulheres de preto apressaram o passo, escandalizadas.

Divertida com o desafio que fizera, a idéia do suicídio sumiu de sua cabeça. De volta à Ilha entregou-se ao seu trabalho, sem descanso: havia os que preferiam “a grávida”!

*

Quando a criança explodiu do seu ventre sobre as palhas de coqueiro, as velhas parteiras se entreolharam. Depois de limpa, era uma criança branca.

Lembrando-se do desafio, a mãe sentiu-se desfalecer de terror. Qual seria o preço? Deus haveria de tomar dela o quê, por haver atendido o seu desejo? A vida dela? A vida do bebê? Mas logo se lembrou de que aquela fora apenas uma parte de seu pedido. A outra parte – que ela ficasse rica –, isto Ele certamente não faria. Ela queria esquecer o desafio. Queria ser inteiramente livre!

O bebê era lindo! Enquanto observava o resguardo, os dias foram quase festivos e muito felizes. As companheiras cobriam a criança de mimos. Para a mãe, prepararam várias receitas fortificantes. Até a mulher do Coronel – que viera à ilha com o irmão Prefeito a pretexto de, por curiosidade, assistir o embarque de minério – assomou à porta da cabana e pediu para ver o recém-nascido.

― Tem feições nobres, não cabe dúvida – disse o prefeito, escrutinando, perplexo, o rosto da criança. E foram-se embora estranhamente silenciosos.

As companheiras decidiram que ela devia levar o neném para batizar e passaram algumas semanas preparando alegremente o enxoval. No dia do batizado, quando voltassem da igreja, dariam uma festinha. Porém, como todas queriam e mereciam ser madrinhas, então não haveria madrinha. Ela foi só com a criança.

*

Ela contava chegar à Vila ao cair da noite e encontrar a Igreja como da outra vez, as fracas luzes acesas, as beatas murmurando preces; e o padre a receberia na sacristia, feliz em vê-la de volta e de batizar a criança. Se ele novamente crispasse as mãos sobre suas coxas, ela afagaria aquelas mãos tão brancas!... – pensou. Mas a viagem fora demasiado rápida; não viera de jangada e sim na barca a motor. Agora seria pelas quatro da tarde, somente, e enquanto subia a ladeira, tinha que proteger o bebê do sol, jogando sobre o seu rostinho mimoso uma aba dos panos que o envolviam.

Uma mulher, que varria o pequeno patamar frente à porta da Igreja, olhou-a de soslaio, sem interromper as vassouradas. As janelas estavam abertas e o templo ventilado e claro. Ao fundo, uma jovem lidava com ramalhetes de flores sobre o linho branco do altar. Preparava uma jarra com gestos medidos, suaves, como se respeitasse cada ramo como uma coisa pré-santificada. No átrio, outra mulher alinhava os longos bancos de madeira castanha. Quando os arrastava um pouco, o ruído do atrito, ora grave, ora agudo e enervante, ecoava pelo templo. Ou então eram os sons de notas isoladas tangidas pelo organista que dava uma afinação final ao pequeno órgão, enquanto a cantora organizava as laudas de pautas musicais sobre uma estante articulada.

Junto a uma das finas colunas de madeira frisadas em branco e azul celeste, aquela que mantinha suspenso o pequeno púlpito de tabuinhas verdes com restos de ouro, estava o jovem padre a observar todas aquelas atividades.

Aproximou-se dele.

― Desejo batizar o neném – disse ela, bastante consciente de que ele estava muito ocupado.

― Vou celebrar um casamento e temos ainda muita coisa que arrumar... – disse o padre hesitante. Ele desejava que o batizado ficasse para outro dia, porém, tinha pena de decepcionar aquela mulher, justo ela por quem ele rezava para que se convertesse.

― Tem uma madrinha? – perguntou. Não vendo nenhuma, também não quis usar isto como desculpa. – Bem, eu serei o padrinho – disse ele. – Espera-me junto da pia batismal.

O padre foi colocar sua estola e, de volta, iniciou uma longa prece em latim; fazia-lhe, a espaços, um sinal para que dissesse “Amem”.

Agora ela vivia um momento único em sua vida, de serena alegria e paz, enquanto o filho era batizado como se o fosse em uma cerimônia solene, em meio a flores e ao som do canto do ensaio para o casamento.

*

Ao fim da cerimônia, o padre não a deteve. Ela despediu-se, pensando na festinha prometida para o bebê quando voltasse, mas ficou demasiado curiosa sobre quem seria o noivo nesse casamento. Com certeza não fizera uma despedida de solteiro porque, quando havia uma, a farra sempre terminava na Ilha, onde o noivo, acompanhado dos amigos completamente bêbados, ia se divertir com as mulheres “pela última vez”. O não acontecimento de uma despedida aguçou-lhe a curiosidade. O noivo devia ser um estranho, com certeza.

Já havia grande número de convidados dentro e fora da igreja, e muitos curiosos. Conversando, inteirou-se de que a noiva era a filha única do Coronel e que o noivo, de fato, era estrangeiro. Logo depois do casamento, o casal seguiria de lancha para Salvador e de lá para o Rio, pela Panair. No dia seguinte, os dois viajariam para o país dele, onde viveriam.

Vários cordões de lâmpadas elétricas haviam sido estendidos no alto, de uma árvore para outra, iluminando a fachada e a área fronteira do templo. Então, debaixo de toda aquela luz, ela viu o noivo saltar do carro. Elegante, o semblante um pouco tenso, não era outro senão ele, o seu amante! Ao vê-lo, suas forças lhe faltaram. Alguém a ajudou a manter-se de pé. Não cabia fazer qualquer escândalo; sua condição de meretriz não lhe dava nenhum direito. Livrou-se das mãos que a amparavam e saiu a correr com a criança, rua abaixo.

O dia, que parecia um dos mais belos de sua vida, acabava naquela infelicidade. Queria morrer, mas levaria consigo, para a morte, o bebezinho. Não se separaria dele. Não mais por que fosse filho do traidor e se parecesse com ele, mas porque era um tesouro todo seu. Corria rumo ao cais, pela rua deserta – parecia que a gente toda fora para a Vila alta ver o casamento. A lua, que brilhava em um céu limpo de nuvens, deixando pálidas as estrelas, iluminava as fachadas das casas e criava barras negras de sombra sob os beirais de seus telhados.

A mulher, no mesmo correr em que vinha, lançou-se com a criança da beira do trapiche para o escuro das águas profundas.

*

O baque surdo do seu corpo contra o fundo do barco despertou o barqueiro que cochilava na proa. Como vários outros, esperava, com seu barco amarrado a um dos pilares do cais, pelo retorno dos curiosos vindos das ilhas para ver o casamento. Sob a luz do luar, o homem ajudou-a a se levantar e a fez sentar-se no banco de tábua. A criança logo parou o chorinho de susto e ela passou a amamentá-la.

― Ora, ninguém se machucou! – celebrou o barqueiro. – Vez por outra isso acontece a alguém, e foi muita sorte não ter caído na água com a criança – disse para a mulher. A sombra do cais, projetada pela lua, fora a causa do tombo, pensou ele.

*

Alguns meses depois, apareceu novamente na Ilha a mulher do Coronel. Do cais de madeira onde desceu de sua esplendida lancha branca, caminhou para o coqueiral decidida a resolver com rapidez o assunto que a trazia ali.

Já conhecia o caminho da choupana.

― A minha filha – disse a madame para a mulher – soube que o noivo dela havia morado com você, mas não deu maior importância a esse fato. “Coisas de homem”, ela pensou, embora ficasse magoada. Mas, quando lhe chegou aos ouvidos que você dera à luz uma criança loura que devia ser filha dele, então ela impôs uma condição: que somente se casaria se ele doasse recursos para a criança não passar fome, e ser bem educada. Ele concordou e prometeu que esta seria a primeira coisa que faria depois de se casarem, enviar para você uma importância para mudar de vida e cuidar bem do menino. Vá à Vila e procure o gerente da agência bancária – ordenou.

Ela obedeceu.

Na agência bancaria da firma Correia Ribeiro e Cia. Ltda., que dispunha de um telégrafo para comunicar-se com Salvador, o gerente confirmou que havia uma ordem recebida de um banco estrangeiro, o qual havia enviado também, pelo correio, um contrato para ela assinar. Logo que assinasse, ele passaria um telegrama de confirmação e poderia pagar-lhe a primeira quantia.

― Tudo isto que está aí é muito simples – disse o gerente, colocando a papelada diante dela. – Criaram um fundo para sua manutenção e educação da criança, porém não querem se dar a conhecer. Tenho aqui uma tradução, que veio junto. Você receberá uma gorda pensão para deixar sua vida livre, alugar uma casa e educar a criança na Vila. Mas, se os doadores tiverem notícia de que você não está cumprindo a sua parte, mandam o juiz tomar-lhe a criança e procurar pais adotivos para ela. Você concorda?

Não esperou que ela respondesse.

― Depois de assinar aqui – disse ele, apontando um “x” –, você já poderá receber o pagamento deste mês.

*

Quando havia acontecido a primeira resposta ao seu desafio, ela sentira um terror que a fizera tremer. Mas agora, que via realizar-se a segunda resposta, não tinha mais medo algum. Estava certa de que havia um Poder que dispunha as coisas no mundo de modo claro e firme, e sentia-se eleita e privilegiada por Ele, mesmo depois de ofendê-Lo com seu desafio.

Sentiu-se também livre para cumprir ou não a sua parte. Mas não via dúvida em se tornar uma beata, conforme prometera. Compraria um véu preto no armarinho de Dona Chiquinha, e ia logo procurar o padre para comprar um rosário de contas brancas como pérolas, e uma fita azul com uma grande medalha para usar ao peito. Porém, isto agora lhe parecia pouco e banal. Com sua triste experiência de se entregar sem desejo, sentia agora um desejo profundo de uma entrega verdadeira e total. Como entregar-se assim a Ele?

Subiu devagar a ladeira, cobrindo, como da outra vez, o rostinho da criança com um paninho leve. Em sua vida atribulada e frenética, nunca havia caminhado assim, em paz, sem medo de ser apedrejada ou expulsa, vestida com recato, não mais um objeto de excitação e prazer proibido. Mas este sentimento sofreu um abalo súbito.

Acocorado junto à parede do lado sombreado da igreja, um mendigo maltrapilho comia avidamente um pão com lingüiça, catando no chão as migalhas que lhe escapavam das mãos. Ela reconheceu que aquele era um dos que apareciam na ilha e que, por serem impotentes ou para não contaminarem as mulheres com suas chagas, queriam pagar para “apenas ver”. Somente uma de suas amigas, a mais alegre e humilde delas, aceitava tal proposta – “por pura piedade, sem nada cobrar”, dizia.

Então, ao desviar, nauseada, os olhos da figura do mendigo, o gesto fez que ela notasse, na encosta do mesmo lado, quase todo escondido pelo mato alto, um telhado amplo, enegrecido e falho de algumas telhas. Não se lembrava de ter visto aquela ruína, da outra vez.

*

A igreja não parecia a mesma daquela rica celebração, alguns meses antes. Com suas paredes manchadas e úmidas, em meio ao arvoredo alto que protegia com sua sombra alguns pés de cacau e um mato rasteiro, o templo parecia totalmente abandonado. Sentiu o coração bater a um ritmo estranho, ao entrar em seu interior sombrio. Não havia velas acesas e nem uma única flor. O altar nu, sem as belas alfaias da noite do casamento, tinha apenas uma pequenina chama acesa dentro de um copo vermelho, junto à portinhola do sacrário. Ela se aproximou para ver a lâmpada de perto, pois ela a intrigava. Foi quando ouviu, vinda da porta da sacristia, a voz do sacerdote:

― Trouxe o meu afilhado! – exclamou ele, acercando-se, sorrindo, para tocar a criança, que acordou sem chorar.

Sem responder, olhando absorta ao seu redor, ela perguntou:

― E as flores? As velas, a toalha branca, o tapete?... E as mulheres que varriam, e arrumavam os vasos? Não ajudam mais?

― Tudo que você viu no batizado da sua criança veio de fora, para o casamento da filha do Coronel, e levaram de volta no dia seguinte. As mulheres nem eram da Vila! São empregadas na fazenda do Coronel. Da Vila vêm algumas, à noite, descansar enquanto rezam.

Ainda perplexa, lembrou-se das ruínas que vira na encosta.

― Que telhado é aquele no mato, abaixo da igreja?

― Foi a sede de uma pequena fazenda, propriedade da diocese. Quero vendê-la para custear as despesas da igreja e ajudar os pobres, que são muitos...

― Não faça isso, disse ela. Eu cuidarei da sua reforma, se puder usá-la.

Ante a surpresa do padre, mudo à sua frente, sentou-se para amamentar a criança, pois ela própria não sabia por que estava dizendo aquilo. Mas a idéia foi tomando forma em sua mente, diante dela desfilando as imagens de aleijados, doentes e bêbados como os que costumava ver nas noites de sábado, se arrastarem entre os grupos de homens que conversavam com suas parceiras e bebiam nas barracas do coqueiral. Então ela tomou uma decisão:

A casa servirá para abrigar os pobres, disse determinada. – E também gosto muito de flores. Vou morar na Vila; cuidarei do Abrigo e da igreja.

Deu ao padre um instante para passar da surpresa à incredulidade:

― Mas... e o seu filho?

Não vou cuidar de tudo sozinha. Tenho uma amiga, uma pessoa muito boa, que vai me ajudar, tenho certeza.

Suavizando a voz, indagou, curiosa:

― Por que aquela luzinha vermelha, padre?

O sacerdote voltou-se para o altar.― É para lembrar que Ele está aqui, entre nós... – É uma pequena chama, para indicar a presença da verdadeira Luz!

Assim nasceu, naquela vila, a Congregação das Penitentes Auxiliadoras, de mulheres convertidas ao trabalho de tratar, alimentar, e instruir na fé os desvalidos, e que levam, além do véu à cabeça, um cordão azul ao pescoço com uma pequena cruz de lenho ao peito.


Rubem Queiroz Cobra

NOTA: Este conto está no livro de R. Q. Cobra AS FILHAS ADOTIVAS. Edições COBRA PAGES, Brasília, 2005, 136 p., ISBN 85-905519-1-1. Veja, por favor, a página Livros do Autor.

 

LANÇADA EM 19-06-2003
REVISADA EM 20-06-2005

ireitos reservados. Texto impresso original depositado na Biblioteca Nacional. Para citar este texto da Internet: Cobra, Rubem Queiroz - A mulher da Ilha. Site www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2003. ("www.geocities.com/cobra_pages" é "Mirror Site" de COBRA.PAGES)

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