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RELIGIÃO: TOLERÂNCIA
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Para cada pessoa que crê, a religião em que nasceu e em que foi educada representa o modo como Deus se revelou para ela, e sua doutrina lhe prescreve como deve servi-Lo. De um modo geral, o indivíduo guarda a sua fé tal como esta lhe foi dada, e cumpre as boas normas de sua religião como estas lhe foram prescritas. Considerar esse fundamento me parece essencial para o mútuo respeito e a cordialidade, quando a preocupação é um bom relacionamento social entre pessoas de credos diferentes. Mas este respeito não impede a discussão sobre as religiões, nem o proselitismo, porque um crente poderá, – pelo trabalho esclarecedor de um apóstolo –, adotar outra religião que venha a entender que possa, de fato, ser mais completa em relação ao conceito universal de Deus, que aquela que lhe serviu de entrada na fé. *
† A Igreja Católica tem sua sede no Vaticano, um Estado incrustado na cidade de Roma. Lá reside o Papa, tido pelos católicos como herdeiro das responsabilidades de Pedro, que foi o primaz entre os apóstolos de Cristo. Seu templo mais importante é a Basílica de São Pedro. A Igreja católica é fortemente envolvida em liberdade, justiça social e ecumenismo. Na Igreja católica o sacerdote é um homem com formação superior: estuda teologia por quatro anos, depois de um curso de nível universitário em filosofia. É uma pessoa apta não apenas ao aconselhamento religioso, mas também a conversar sobre os problemas ordinários da vida de seus paroquianos (pobreza, trabalho, educação dos filhos, etc.). A fim de poder dedicar-se inteiramente ao seu ministério, não constitui família. Ω A Igreja Ortodoxa tem sua sede no Fanar, um histórico bairro grego em Istambul (ex-Constantinopla e ex-Bizâncio), na Turquia, onde reside o Patriarca Ecumênico (Chefe das Igrejas ortodoxas de todas as nacionalidades); seu templo mais importante é a Igreja de São Jorge. A Igreja Ortodoxa é ecumênica no sentido de união entre suas ramificações de várias nacionalidades que se tornaram autônomas. O sacerdote ortodoxo tem formação e deveres iguais aos dos padres católicos. Usar barba é obrigatório. Homens casados podem ser ordenados padres, mas um padre solteiro não pode se casar. Os bispos não são casados. # As diferentes denominações protestantes têm cada uma sua forma de governo, em geral um colegiado de pastores ou de bispos. O Pastor é o líder entre os protestantes. A formação superior não é imprescindível ao ministro ou pastor protestante, o qual terá um nível cultural maior ou menor conforme a comunidade que serve for mais ou menos exigente. Ele é escolhido entre os próprios leigos para se dedicar ao ministério, e pode constituir família. Na maioria das vezes é uma pessoa simples e piedosa, que segue rigorosamente os minuciosos códigos e escrituras da sua doutrina. Y Os judeus consideram o muro das lamentações – ruínas que restaram do Segundo Templo de Jerusalém – como seu lugar mais sagrado. A nacionalidade e a religião tendem a se confundirem no que toca ao Estado de Israel, mas são independentes nos demais países.O rabino é o líder religioso da comunidade judaica. Pode casar-se. Seu conhecimento das Escrituras e dos Códigos de Lei, sua fé e a retidão de sua família formam a base da sua autoridade. ۩ Os muçulmanos, como os Protestantes, têm uma variedade de seitas (Sunitas, Xiítas, Talibãs, etc.), cada uma com sua própria autoridade constituída. Os lugares santos porém são comuns e são a Caaba, em Meca, e a Mesquita de Medina onde está o túmulo de Maomé, o fundador do Islã, falecido em 632 da Era Comum. Há uma sólida unidade entre o Islã e a política, o que leva à constituição de sistemas teocráticos (liberdade limitada pelos códigos da religião oficial) nos países em que domina. O Imã é o sacerdote e chefe espiritual no Islã e dirige as atividades da Mesquita. Lidera os fiéis nas orações, profere os sermões, realiza os casamentos e o serviço fúnebre. Deve possuir família, pois o islamismo não aceita o celibato masculino. *
† As Igrejas católicas têm seu espaço interno destinado à oração e torres equipadas com sinos – não raro dotadas de relógios – para convocar os fieis ao serviço religioso. Os edifícios maiores tem a forma de uma cruz. O corpo principal começa com o Santuário, onde fica o altar; segue-se o Presbitério (espaço separado do Santuário por alguns degraus, onde tem lugar algumas partes do ritual e onde pode estar um coral ou se assentam acólitos e presbíteros, e que termina na mesa de comunhão), e a Nave (da palavra latina para “navio”) um espaço alongado onde ficam os bancos para os fieis. Os braços da cruz são uma capela à esquerda e outra à direita. O centro da cruz ou transcepto é o foco da cúpula ou domo, que é o ponto de maior altura do templo. A separação entre os sexos nos templos católicos foi uma lei do Direito Canônico hoje revogada. Permanece dela uma elegante tradição nas cerimônias de casamento, quando a ala à esquerda de quem entra é reservada aos amigos da noiva e a ala direita aos amigos do noivo, porém sem separação por sexo. Ω As igrejas ortodoxas são em tudo semelhantes às católicas. # As Igrejas protestantes são construídas no mesmo estilo que as católicas, porém não assumem a forma de cruz, e também nem sempre têm uma cruz exterior. Y As sinagogas judias são providas em geral de dois conjuntos de bancos, um voltado para o outro, e no centro têm o estrado com uma mesa, junto à qual ou se posicionam o cantor, ou o rabino, que lê o Tora. Uma seção para mulheres existe nas sinagogas ortodoxas e tradicionais que seguem o padrão do Templo Sagrado de Jerusalém, o qual possuía um recinto feminino. Às vezes essa seção tem o formato de um balcão suspenso com uma treliça atrás da qual se sentam as mulheres, ocultas da vista dos homens; em outras, é um lugar claramente separado na lateral ou no fundo da seção masculina, no mesmo nível ou pouco mais alto. ۩ A mesquita tem, como as igrejas cristãs, seu espaço interno destinado à oração, e também torres. Estas não têm sinos, porém são providas de sacadas circulares de onde os fieis são convocados pelo sacerdote a fazerem as orações diárias. No interior da mesquita, em lugar de bancos, o chão é coberto de tapetes e as paredes tem em geral inscrições com versículos do Alcorão. A separação de homens e mulheres é para ser rigorosamente respeitada nas mesquitas. * † No catolicismo, o altar
principal e os altares laterais, mais o Sacrário com sua Lâmpada do Santíssimo, constituem os pontos mais
sagrados. O púlpito é reservado ao sacerdote. Nos templos que não têm púlpito como uma estrutura, o sacerdote
fala no centro à frente do altar, e o leigo que vai dirigir-se à assembléia sempre fala de um dos lados em
frente ao altar, e o leigo fala de um dos lados do altar.
Na Igreja católica o Missal contem seleções dos chamados Novo e Antigo Testamento, para leitura na celebração da missa. É comum, ao início da celebração religiosa, o sacerdote levantar bem alto o Missal para que toda a assembléia possa vê-lo e venerá-lo. Algumas igrejas têm grande numero de estátuas e pinturas representando pessoas falecidas consideradas santas, e a representação humanizada de Cristo e do próprio Deus. Os católicos têm essas representações apenas como auxílio para a concentração em suas orações e não são ídolos (objetos de adoração). O símbolo Católico mais importante é a Cruz.
Ω As Igrejas ortodoxas tem locais distintos considerados mais sagrados que são praticamente os mesmos da igreja
Católica.
Na Igreja Ortodoxa cultuam-se os Ícones
que são imagens em apenas duas dimensões, como quadros, murais, vitrais e tetos pintados. Como na Igreja
Católica, representam Maria, os Santos e os Arcanjos, além de cenas bíblicas e da flagelação e morte de
Cristo. Água benta é em certas ocasiões aspergida sobre os fieis; o incenso é queimado no turíbulo nas
comemorações festivas. # Os Protestantes têm os mesmos livros que a Igreja Católica, porém os seguem conforme a orientação de Martin Lutero, Huldrich Zwingli, João Calvino e outros líderes religiosos que, no século XVI, protestaram contra a interpretação tradicional adotada pelos cristãos até então. Os protestantes não têm imagens ou pinturas em seus templos. Y Em uma sinagoga o ponto principal é a Arca Sagrada, que não é uma arca mas um armário, onde é mantido e venerado o Tora (Pentateuco ou Velho Testamento na religião cristã), escrito a mão em hebraico, em um rolo de pergaminho, e cuja autoria é atribuída a Moisés, e também o Talmude, um compêndio de leis e de comentários sobre o Tora. A Arca, oculta por uma cortina, está disposta de tal modo que, ao orar diante dela, a congregação estará voltada na direção de Jerusalém.A Luz Eterna é uma lâmpada posicionada acima e à frente da Arca Sagrada, que permanece sempre acesa (como a Lâmpada do Santíssimo na Igreja Católica). Próximo à arca, sobre um console ou mesinha, é colocado um candelabro que rememora o candelabro de sete braços do Templo de Jerusalém, mas difere propositalmente dele tendo um número par de braços (seis ou oito). À frente da Arca, ou em meio ao recinto, há um estrado e sobre ele uma mesa, onde o rabi ou um leitor ou cantor que lideram o serviço fazem a leitura do Tora. Figuras humanas não são permitidas na sinagoga (como também não o são nas mesquitas). ۩ Para os crentes muçulmanos o Corão é o livro sagrado onde foi recolhida a palavra de Alá (Deus), comunicada a Maomé pelo arcanjo Gabriel. Corão significa leitura, proclamação. A Sunna ou Tradição diz o que deve fazer cada muçulmano nos casos não previstos no Corão. As mesquitas têm em seu interior uma fonte destinada ao ritual das abluções purificadoras, e um nicho adornado, na parede posterior do átrio, indicativo da direção de Meca, e para onde os fieis e o imã, este sobre uma plataforma ou em um púlpito, se voltam para orar. A Arte Sacra nas Mesquitas não inclui figuras humanas ou representação de Deus. São decoradas com versos do Alcorão e desenhos geométricos. *
† O principal rito católico é a Missa. Suas etapas principais são: (1) O Ato Penitencial; (2) O Glória; (3) Leitura das Cartas dos Apóstolos (Epístola); (4) Leitura do Evangelho; (5) Profissão de fé (credo); (6) Ofertório (O pão e o vinho são oferecidos); (7) Consagração; (8) Orações pelos fiéis (9) Comunhão; (10) Avisos e Benção final. Assistir a Missa aos domingos é obrigatório para os católicos, porem podem assisti-la todos os dias pois são celebradas diariamente em todas as igrejas paroquiais. A vestimenta do celebrante é em cores diferentes conforme o período litúrgico. O branco é usado na Páscoa e no Natal, e nas celebrações de Cristo, de sua Mãe Maria, e dos Santos, excluídos os mártires. É tomado como símbolo de pureza, vitória, ressurreição e alegria. O vermelho lembra o fogo do Espírito Santo é usado na época a ele dedicada: Pentecostes. É ainda a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão, porque também lembra o sangue. O verde é usado nos domingos ordinários e nos dias da semana. Representa esperança e edificação espiritual. O roxo é a cor para o Advento e a Quaresma: representa arrependimento e penitência. É também usado nas missas dos defuntos e na faixa ao pescoço do sacerdote que atende a confissão. O preto, quase não mais usado na liturgia, significa tristeza e luto. O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento e 4º domingo da Quaresma. Ω As partes principais do rito Ortodoxo coincidem com os da liturgia católica da Missa, com o acréscimo do Evangelho final, do Evangelista João, lido pelo sacerdote antes da benção final. Na Igreja Ortodoxa de hoje a Liturgia diária não é usual a não ser em catedrais e grandes Mosteiros; numa Igreja Paroquial é celebrada apenas aos Domingos e dias de festa. # O culto protestante consiste principalmente de cantos e pregações, e realiza-se aos domingos. A liturgia limita-se geralmente a batismos e casamentos. As manifestações de fé durante o serviço religioso – aos domingos – podem alcançar grande intensidade, com os fieis batendo palmas em interatividade com o pastor, a cujas perguntas desafiadoras a congregação responde cantando com entusiasmo, guiada pelos leigos mais antigos e experientes do culto. Y No judaísmo há duas tradições básicas de liturgia chamadas Ashkenazita (referindo-se às práticas seguidas pelos judeus na Europa Central, Oriental e Ocidental, e todos que dali se originam) e Sefaradita (as práticas seguidas pelos judeus espanhóis e aqueles ao redor da costa do Mediterrâneo, e seus descendentes). As diferenças entre as duas tradições remontam respectivamente uma à Babilônia, e a outra à própria terra de Israel. A ordem básica do serviço, no entanto, é a mesma e baseada nos princípios do Talmude. O culto tem lugar aos sábados. ۩ O islamismo não tem liturgia, salvo para funerais. Cada indivíduo pode fazer suas preces em qualquer lugar que esteja. A palavra "prece" não tem, para o muçulmano, o mesmo significado que tem para os cristãos. Para ele, a prece é a expressão do seu louvor e submissão a Deus. As cinco preces cotidianas obrigatórias são cinco interrupões de seus afazeres para declarar submissão total a Alá. Prósta-se no solo com a cabeça em terra voltada na direção de Meca, para exprimir com palavras e com esse gesto a sua submissão. A mesquita é principalmente para, no decorrer do dia, avisar com precisão aos fieis cada hora da prostração e, às sextas-feiras, ao meio dia, para leitura do Alcorão pelo Imã, e debates político-religiosos. O fiel, ao chegar, tira as sandálias e lava as mãos, a boca, a face e os pés no tanque ou fonte fora da mesquita e, ao entrar, faz duas genuflexões. Depois disso, senta-se sobre um tapete para ouvir a leitura do Alcorão. *
† Na Igreja Católica os fieis ficam de pé
para
ouvir a leitura do evangelho e na maior parte da missa dominical. Sentam-se
para ouvir as demais leituras. O único momento em que ficam de joelhas é
enquanto o celebrante pronuncia as palavras da consagração do pão e do vinho e, opcionalmente. durante uma
curta oração após a comunhão. Há um momento no ritual da missa católica em que as pessoas trocam apertos de mão, como sinal de perdão e reconciliação antes da comunhão. Nesse momento dizem "A paz de Cristo esteja com você" ou resumidamente "A paz de Cristo". O visitante estranho não precisa dizer nada, e pode apenas dar o aperto de mão com um sorriso polido. O fiel católico está consciente de que as
imagens que têm na igreja são apenas objetos de mármore, de gesso ou madeira, mas pode beijá-las (os pés ou a
cabeça) ou ascender uma vela aos seus pés como um gesto de veneração ao santo que representam.
Algumas pessoas beijam a própria mão com a qual fizeram o sinal da cruz, mas este é um acréscimo desnecessário e incorreto, que chama a atenção, pois não é parte do sinal da cruz tradicional. Um excesso de persignações repetidas sem propósito parecerá ser fetichismo próprio de pouca cultura. Ω Ao fazer o sinal da cruz, o cristão da Igreja Ortodoxa toca primeiro o ombro direito, e depois o esquerdo. Não o faz com a mão espalmada, mas junta os três primeiros dedos da mão direita (polegar, indicador e médio) simbolizando a Indivisível Santíssima Trindade. Os outros dois dedos (anular e mínimo) devem ser firmemente apertados à palma da mão. Termina o gesto com uma pequena inclinação da cabeça. O modo dos Ortodoxos se persignarem foi o padrão para todos os cristãos, no Oriente e no Ocidente, até o século XI, quando se oficializou a separação das duas Igrejas, a Romana e a Ortodoxa ou Bizantina. Embora hoje os seus templos tenham bancos, a postura tradicional de oração dos ortodoxos é de pé, durante todo o serviço religioso. Antigamente existiam assentos apenas nas laterais da nave, para velhos e deficientes. Essa postura continua obrigatória apenas durante a entrada solene do oficiante, a leitura das epistolas e do evangelho, a consagração e distribuição da comunhão, quando o celebrante dá uma benção, e na oração final da celebração. Nos outros momentos é optativa, porém recomenda-se àqueles que desejam permanecer de pé durante todo o serviço, que se posicionem de modo a não bloquear a visão dos demais, quando se sentam. Na Igreja Ortodoxa é costume o fiel acender uma vela diante de um altar ou de um ícone (imagem) logo ao entrar no templo. Porém, não deve acender velas durante a entrada solene do celebrante, a leitura das Epístolas ou do Evangelho, a consagração e a comunhão, e benção final, ou quando os presentes estão sentados ouvindo o sermão. # Os protestantes cantam de pé e ouvem o sermão sentados. Y Os judeus fazem suas preces de pé, com a cabeça coberta por um chapéu ou por um solidéu preso aos cabelos por um pequeno grampo, e balançam o tronco e a cabeça ritmicamente para a frente enquanto oram. ۩ O muçulmano faz suas preces prostrando-se de joelhos e inclinando o tronco e a cabeça para tocar o chão com a testa, voltados na direção de Meca. *
† Na crença católica, uma pequena e fina fatia, redonda e prensada, de pão ázimo – sem fermento –, e o vinho que está em um cálice se tornam, no ritual da consagração, o corpo e o sangue de Cristo, oculto nas espécies inalteradas do pão e do vinho consagrados. Por esse motivo o católico não aceita que uma pessoa que não seja da sua fé participe da comunhão. Quando a comunhão dos fieis inclui o vinho, é necessário ter os lábios secos – e as mulheres, sem batom –, ao beber do cálice. É importante prova de respeito e consideração pelas demais pessoas que beberão do mesmo recipiente. Ω Na Igreja Ortodoxa, o pão da Eucaristia é fermentado; A Comunhão é distribuída aos fiéis em uma pequena colher cujo cabo ornamentado termina com uma cruz, e com a qual o Sacerdote pega do cálice um pouco do pão e do vinho consagrados. Os fiéis que comungam apresentam-se em fila, braços cruzados no peito, dizem o próprio nome e, permanecendo em pé diante do Sacerdote inclinam a cabeça para trás, e recebem na boca a colher da comunhão. Nada pode ser bebido ou comido após o acordar na manhã, até este momento. Depois da benção final com a qual a Liturgia termina, o povo vem para beijar a Cruz que o Padre segura na mão, e para receber um pequeno pedaço de pão que é abençoado mas não consagrado, apesar de ser do mesmo pão usado na consagração da Eucaristia, e retorna ao seu lugar para comê-lo com respeito e com cuidado para que não caiam migalhas no chão, mas também pode ser levado para casa. Os não-ortodoxos eventualmente presentes na Liturgia têm permissão (na verdade muitas vezes são encorajados) a receber o pão bento, como expressão da amizade e amor cristãos. Porém não devem se apresentar à mesa da comunhão, reservada apenas aos que professam a fé ortodoxa (e também a católica) segundo a qual, como foi dito, após a consagração o pão e o vinho estão transubstanciados em corpo e sangue de Cristo. # O protestante não crê na "transubstanciação", e acredita que as palavras de Cristo sobre o pão e o vinho na última ceia indicavam apenas que os cristão deveriam promover uma refeição igual para relembrá-lo. *
† # Como todos os cristãos, os católicos e os protestantes comemoram o nascimento de Cristo a 25 de dezembro de cada ano, a festa do Natal, marcada por muita alegria e confraternização, e troca de presentes. Reúne membros da família de todas as gerações, com um carinho especial com as crianças. A ceia da véspera e o almoço no dia são refeições generosas e festivas. A segunda data em importância é a da passagem ao Ano Novo, na noite de 31 de dezembro para 1 de janeiro. Ω Os ortodoxos celebram o seu Natal no dia sete de janeiro, treze dias depois do Natal dos demais cristãos. Y Os judeus comemoram o triunfo sobre os sírios e os gregos no segundo século antes da Era Comum com uma festa muito parecida com a festa natalina dos cristãos. Trocam presentes entre si com atenção especial às crianças, cantam canções próprias e fazem refeições festivas. Essa festa judaica, no entanto, não tem uma data fixa em relação ao calendário gregoriano dos cristãos, porque os judeus seguem seu próprio calendário quanto a suas festividades, e este baseia-se no movimento solar e, principalmente, lunar. A passagem ao Ano Novo dos judeus tem data diferente da passagem de ano do calendário cristão. Ocorre entre meados de setembro e meados de outubro. Mas eles se engajam também nas comemorações do Ano Novo do Calendário da Era Comum (calendário gregoriano), seguindo nesse sentido uma tendência já mundialmente estabelecida. ۩ Os muçulmanos comemoram o ano novo no aniversário da fuga de Maomé de Meca para Medina, data que em geral cai entre Abril e Julho, de acordo com o seu calendário lunar. Porém sua maior festa se realiza ao final do mês de jejum, o Ramadã, que é observado anualmente. Nesse dia, bebidas sem álcool e doces são consumidos em reuniões festivas. Rubem Queiroz Cobra
Lançada em 03/11/2006 |
Direitos reservados.
Para citar este texto: Cobra, Rubem Q. -
Religião: Tolerância Reeligiosa. Site www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2006
("www.geocities.com/cobra_pages" é "Mirror
Site" de www.cobra.pages.nom.br).
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