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Recepções em geral

Página escrita por
Rubem Queiroz Cobra
(Site original: www.cobra.pages.nom.br)

 

A recepção festiva não é um simples chá, coquetel, almoço ou jantar, mas uma cerimônia formal integrada em uma celebração e esta vinculação se manifesta nos trajes, brindes, na decoração, na música, etc. Torna-se quase obrigatório contratar um profissional para organizar a recepção, o qual cuidará da decoração, iluminação, mesas e cadeiras, talheres e louça, comestíveis, música, etc. Alguns itens que interessam em geral à organização das recepções são abordados nesta página. O assunto é também tratado em separado, de modo mais específico, junto a cada modalidade de evento festivo como Recepção do Casamento, Coquetel, Chá, Aniversário de Quinze Anos e Festa de Debutantes Nas páginas respectivas o leitor encontrará referências a decoração, música, trajes, medidas de segurança, lugares à mesa, precedências, menus, etc. Na verdade, para uma recepção de gala convergem praticamente todas as normas de Boas-maneiras e Etiqueta.

Fila-de-cumprimentos. É a fila que fazem os convidados para cumprimentarem os anfitriões, convidados de honra ou homenageados que estão na Linha de receber.

Da parte dos convidados, a mulher fica à frente do marido na fila para cumprimentar os integrantes da linha de receber.

Linha-de-receber. Os convidados são recebidos à entrada pelo anfitrião, ou dependendo das circunstâncias e dimensões do evento, pelo mordomo que recebe seus capotes ou capas de chuva, guarda-chuvas, chapéus, bolsas, etc. e os guarda no chapeleiro. Em uma recepção formal, organiza-se uma linha após o chapeleiro (se houver), tendo à frente o anfitrião, seguido da anfitriã, e esta seguida do homenageado ou homenageados (p. ex., uma filha aniversariante, podendo ser também contado como tal o representante de uma organização para a qual é dada uma festa para angariar recursos, etc.) e a seguir o convidado ou convidados de honra. Se o convidado de honra, ou homenageado, é uma pessoa de excepcional importância (o governador, p. ex.) ele é colocado logo após o anfitrião, seguido de sua esposa e, após esta, a anfitriã. As apresentações, que inevitavelmente ocorrerão em uma linha de receber, começam pelo convidado que chega – se este precisa apresentar a si mesmo ou apresentar a esposa ou que outra pessoa o acompanha ­– e em seguida é o anfitrião que o apresenta à anfitriã, a qual, depois de cumprimentá-lo, o apresenta ao convidado de honra ou homenageado. Ao fim de uma linha de receber cumprimentos, um garçom entrega uma taça de champagne a cada convidado.

As circunstâncias do local poderão requerer uma disposição diferente: depois de cumprimentados pelo anfitrião, os convidados se encaminham para a anfitriã que os espera mais adiante, à entrada do salão, os cumprimenta e tendo-os à sua direita, os apresenta a alguns dos convidados mais próximos, e lhes indica onde se acomodarem. O anfitrião, se não precisar atender imediatamente à chegada de outros convidados, acompanha a anfitriã pelo lado esquerdo, deixando que ela tenha a sua direita livre para cumprimentar os presentes. A linha de receber é, em primeiro lugar, a ordem em que os anfitriões e os seus convidados de honra e familiares devem ser cumprimentados, estejam ou não, em linha. A razão de ela existir é apenas porque ela torna mais fácil para quem chega fazer os cumprimentos na ordem devida, que se os seus integrantes estivessem dispersos pelo salão. Na linha de receber as pessoas não têm copos ou petiscos nas mãos. É o anfitrião que cumprimenta primeiro aquele que chega, e não a anfitriã. É razoável que seja assim porque cabe ao homem a defesa do seu lar, que deixará de ser simbólica no caso de algum indesejável se apresentar. O anfitrião porém não participa de uma linha de receber quando se trata de um chá que a senhora oferece às suas amigas.

Na linha-de-receber em um casamento (V.p.f.), geralmente organizada à porta da igreja ou no local da recepção, a disposição é parecida, respeitado que a mãe da noiva seja a primeira da linha. Após ela, por ordem, o pai da noiva, a mãe e o pai do noivo, a noiva e a noivo

Cortejos. Nas recepções formais organizam-se cortejos para a passagem à sala de jantar. O anfitrião dá o braço direito à senhora mais importante, a conduz ao lado esquerdo da cadeira que ela ocupará (por ser a pessoa mais importante o seu assento estará à direita do anfitrião), e ajuda-a a sentar-se. O anfitrião é seguido pela anfitriã, que toma o braço esquerdo do convidado mais importante, o qual se sentará à sua direita. Seguem-se os demais casais convidados, conforme sua vez na ordem de precedência, o homem sempre conduzindo a mulher até o assento que lhe está destinado, ajudando-a a sentar-se e depois postando-se, ele próprio de pé, por trás do assento que lhe cabe, aguardando que a anfitriã se sente para também se sentar. Os solteiros estarão em último lugar no cortejo. Ao final da refeição é a anfitriã que se levanta primeiro e convida os comensais a passarem à sala de estar para tomarem café e licores, e conversarem. A ordem do retorno obedece em princípio a mesma da vinda, porém com menos rigor e menos solenidade. Na sala os convidados estarão à vontade e permanecem pelo menos até à retirada do convidado mais importante. Em Q-25 está o menu do almoço de uma recepção-festiva.

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Ainda que se trate de um evento informal, como um jantar em família ou entre amigos – seja em casa ou em um restaurante –, o comportamento dos anfitriões e dos convidados deve seguir as linhas gerais dos eventos formais, no que diz respeito à precedência. Dispensados detalhes requintados como dar o braço à dama,  organizar um cortejo, etc., coisas básicas como obedecer à definição de lugares à mesa, ajudar a mulher a sentar-se, esperar que a anfitriã inicie a refeição, e outras atenções mínimas são normas de Boas-maneiras que podem ser observados sem dificuldade, como demonstração de um natural refinamento da pessoa.

Estratificação e polarização. Uma recepção pode reunir pessoas do mesmo nível social e de interesses semelhantes o bastante para que não se forme nenhum grupo fechado, todos se encontrem, cada um circule e fale com todos os demais. Mas essa mobilidade pode requerer a estimulação, por parte dos anfitriões, quando não existe um conhecimento comum entre os convidados, ou existem alguns que visam a oportunidade para discutir interesses pessoais, ou pessoas tímidas que preferem apenas observar o que se passa na festa. Atento a esse aspecto, o anfitrião não irá ele próprio juntar-se a um grupo, mas, ao contrário, solicitará ao seu convidado de honra licença para circular no ambiente. Promoverá a integração entre os presentes, fazendo as apresentações necessárias, encaminhando pessoas ao bufê quando for o caso, quebrando grupinhos, e procurando sempre evitar a estratificação e a polarização em sua festa, pelo menos durante a primeira metade do evento..

Rubem Queiroz Cobra

Página lançada em 16-11-2009

Direitos reservados.
 Para citar este texto:
Cobra, Rubem Q. - Batizado. Site www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2008 
("www.geocities.com/cobra_pages" é "Mirror Site" de www.cobra.pages.nom.br).

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