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JÓIAS, PEDRAS E BIJUTERIA

Página escrita por
Rubem Queiroz Cobra
(Site original: www.cobra.pages.nom.br)

 

Jóias são adereços cujo valor reside tanto no material empregado – principalmente metais nobres e pedras preciosas e semipreciosas – quanto na arte do seu desenho e combinação de cores. Muitas das mais admiradas são o trabalho de artistas famosos. Como arte, é objeto para ser apreciado como coisa bela, e para durar sem limite de tempo. Exemplos de jóias são o anel, o bracelete, a pulseira, o broche, os brincos, o medalhão, o pingente (pendentif), o colar, o diadema, a tiara e a coroa, as abotoaduras, o alfinete e os prendedores de gravata e de colarinho. Os piercings (alfinetes espetados na língua, na parte inferior dos lábios e em outras partes do corpo), e as alianças matrimoniais padronizadas não são considerados jóias.

Jóia-funcional1. As jóias consideradas funcionais, além de adornos, têm também alguma utilidade prática específica. É provável que originalmente em sua maioria as jóias fossem funcionais, como o broche, que servia para unir as duas abas do manto, ou o “anel de sinete”, para imprimir as armas da família. O bracelete, o qual é fixo e não solto como as pulseiras, passou a sustentar um relógio de pulso por volta de 1900, se diz que por invenção de Santos Dumont.

Jóia-funcional2. Uma pedra preciosa utilizada em um mecanismo, como é comum nos relógios, para diminuir a fricção de um eixo móvel ou pivot, em relação ao seu suporte fixo. A pedra mais utilizada para esse fim em relojoaria é o rubi, que nesta função é, na palavra dos relojoeiros, superior ao próprio diamante.

Jóia, combinação. No vestuário feminino, se a jóia tem a cor marcante de uma pedra, o sapato e a bolsa na mesma tonalidade formarão combinação agradável.

Jóia, gradação. Os adornos femininos crescem em peso e evidência começando pelo anel, com os acréscimos sucessivos da pulseira, do colar ou do broche, dos brincos e da tiara. Mas, na medida que o número de peças aumenta, maior o cuidado necessário com a relação de tamanhos requerida para o melhor efeito estético do conjunto.

Jóia, metais. Tradicionalmente não se usa jóias em ouro junto com jóias em prata. Diamantes são fixados preferencialmente em ouro branco, o qual coopera para destacar seu brilho, e não em ouro amarelo. Diamantes e pedras preciosas não são incrustados em peças de aço inoxidável.

Muitos joalheiros andam a fazer jóias com mistura de ouro e prata, o que empresta às peças um aspecto vulgar, apesar dos designers garantirem que esta é a moda. Com a mistura, perde o ouro e perde a prata. 

Jóia, uso-apropriado. Os diamantes são usados por mulheres casadas ou que estão noivas. Em bailes de gala e jantares formais, são usadas jóias de maior valor e maior brilho, e durante o dia, jóias mais simples e de menor reflexo. Jóias com motivos religiosos não ficam bem em bailes e coquetéis, salvo aqueles de caráter beneficente.

Não se usam jóias na prática de esportes ou em academias de ginástica. As razões são bastante óbvias. É comum a perda de um brinco, o rompimento de um colar ou pulseira, além do dano causado aos metais pelo suor e por tensões e atritos. Relógios e anéis prejudicam a circulação sanguínea nos braços e nos dedos. Na prática de certos esportes, mesmo uma aliança de ouro deve ser retirada. Na praia, é comum a água salgada provocar afinamento dos dedos e a aliança ou anel deslizar do dedo para a areia quase imperceptivelmente.

Jóia, custo. Vários fatores imponderáveis contribuem para que o preço das jóias fique fora de qualquer parâmetro. Pedras que têm a mesma natureza mineral podem variar de preço conforme seu tamanho, o desenho de lapidação que a pedra bruta pode receber, a presença de impurezas, ou a maior ou menor beleza que tem, devido à cor e ao seu poder de refletir e refratar a luz. A rigor, não haveria duas gemas de mesmo preço, a menos que fossem cortadas de um mesmo cristal muito homogêneo.

Ao preço da pedra lapidada se junta outro fator: o design. O desenho da jóia é influente no seu preço, seja pela beleza da concepção artística, seja pela fama do seu autor. Conta também o local onde a jóia é negociada: joalherias em centros comerciais luxuosos, que atendem clientes abastados, têm motivos para cobrar mais caro;

Jóia-falsa. Adereço com o desenho de uma jóia, porém feito com material apenas aparentemente valioso, como o quartzo aquecido, vendido como citrino ou mesmo como topázio. Diamantes falsos ficaram conhecidos por diamantes Wellington, por terem sido comerciados como verdadeiros nos Estados Unidos, Canadá e Europa, nos anos 60, por Helen Ver Standig apelidada “Madame Wellington”, e seu marido, ambos inicialmente publicitários.

Alergia. Não são raras as alergias a metais. Em geral manifestam-se como alergias de contacto, com manchas vermelhas, comichão, bolhas, que podem evoluir para um quadro de irritação mais grave se o contacto não é interrompido.

O ouro é o metal que menos, ou nenhuma alergia provoca. Quando há o costume de furar a orelha para o uso de brincos de brilhante, usa-se brinco de ouro para manter o furo até a sua completa cicatrização. Se for utilizado outro metal, a conseqüência será o desenvolvimento de futuras reações alérgicas ao contacto com metais em qualquer parte do corpo.

Pedras. Pode-se dizer que a jóia é o casamento do metal com a pedra e que, em geral, é a pedra que importa para o conjunto a maior cota de beleza e valor. Algumas das mais comuns utilizadas em jóias são relacionadas abaixo:

1.       Ágata. Pedra caracterizada por camadas coloridas que lhe dão uma superfície com listas mais ou menos concêntricas, nas cores naturais branca a avermelhada, ou artificiais principalmente o azul de claro a escuro. É utilizada na manufatura de peças tais como mostruário de relógios com ponteiros, cinzeiros, caixa de jóias, ou em adornos como anéis, brincos e pendentifs. O termo se aplica também a revestimento esmaltado de utensílios como bandejas, canecos, e pratos.

2.       Água-marinha. Pedra preciosa de cor azul celeste de rara beleza, brilhante e transparente, muito procurada para anéis de noivado. As variedades de cor muito clara são de menor valor.

3.       Almandina. Pedra semipreciosa de cor avermelhada, bom brilho, uma variedade de granada (minerais de silício, alumínio e ferro) usada em jóias que combinam com roupas de cores escuras.

4.       Ametista. Pedra semipreciosa de bela cor roxa e muito brilho. As variedades com a cor esmaecida têm menor valor.

5.       Diamante. As qualidades do diamante fazem dessa pedra a mais valiosa das gemas; sua dureza impede que se torne embaçado pelo atrito, como ocorre com boa parte das pedras de menor valor.

O Diamante é um Mineral originado de porções de carbono que, submetidas a intensa pressão e calor no interior da terra, assumem uma estrutura cristalina resistente e transparente, com elevado índice  de refração e reflexão da luz. O brilhante é o diamante lapidado em muitas facetas, o que lhe permite mostrar seu grande poder de refletir e refratar a luz. Embora um leve colorido possa emprestar belos reflexos e tornar a pedra atraente e valiosa, sua transparência será obviamente menor, e ela não competirá com outra de mesma qualidade que for inteiramente branca e transparente.

O tamanho do diamante é medido em quilates (200 miligramas), e um quilate divide-se em 100 pontos. É uma medida diferente do quilate de ouro. Este não se refere a peso, mas à proporção de 1/24 de ouro em uma liga. com outro metal. Ouro de 14 quilates é uma liga com 14 partes de ouro e 10 partes de outro metal, geralmente cobre; 24 quilates seria 0 de outro metal.

   
 
 

Fig. 1

O valor do diamante diminui se ele tem inclusões, impurezas e riscos em seu interior, ou rachaduras e riscos na superfície, ou se tem cor. A limpeza interna de inclusões pode ser feita com lazer (o caminho do lazer fica assinalado por um traço visível apenas com uma lente), e rachaduras podem ser preenchidas com uma substância vítrea identificável apenas com grande aumento. Porém, devido à diferença na refração, o enchimento produzirá reflexos distintos revelando a substância estranha. Pequenas bolhas de ar também podem trair a existência de um preenchimento. Em uma jóia, muito metal em volta do diamante indica que ele tem alguma coisa a esconder. Por essa razão dá-se preferência a uma montagem simples, resumida às garras que o sustentam na peça.

Além do corte, da cor e da transparência, conta o seu tamanho. Um diamante redondo de um quilate é uma pedra suficientemente grande para ter um corte de 58 facetas que, em um cristal limpo e transparente, dará um magnífico brilhante (Fig.1).

Porém, Seu poder de sedução, e a grande especulação que ocorre no mercado de jóias e pedras preciosas, conduzem a muito engodo e muita exploração, e a preços além do razoável, à vista de sua abundância. Seus preços são ditados pelo cartel De Beers Diamond Trading Company, de Londres, uma multinacional que controla o comércio do diamante no mundo. Os preços variam também com as datas de maior ou menor movimento no comércio, e nos meses de promoções e liquidações sempre haverá descontos de até 50% sobre preços de tabela.

Um bom modo de saber o valor de um brilhante é submetê-lo à avaliação de um banco ou casa de penhor. O avaliador dirá por quanto receberia a peça em caso de penhora. Essa avaliação costuma ser não mais de 70% do valor de mercado daquela gema. (Para mais detalhes ver a página na Internet do "Boletim Referencial de Preços de Diamantes e Gemas de Cor", do CONVÊNIO entre o DNPM-Departamento Nacional de Produção Mineral –Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral – e o IBGM-Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos). 

Por ser uma pedra cara, a imaginação das pessoas habituou-se a associar jóias com diamante ao presente dado por um homem maduro à sua mulher, ou à sua amante, ou ainda à dádiva de um jovem oferecida com o significado de que aquela a quem presenteia compara-se à pedra na sua pureza e excelência. Reinando nesse território, o diamante fica menos apropriado à mulher que não se enquadra em uma dessas três condições, a menos que seja idosa.

Substitutos do diamante. As alternativas para o diamante são muitas, a começar de suas variedades sintéticas com as mesmas propriedades, e algumas pedras similares ao próprio diamante, quase tão caras como ele. As mais populares imitações são o zircônio natural e o sintético, este o zircônio cúbico (ZC ou CZ); as granadas sintéticas Gadolinium Gallium Garnet (GGG), e a granada de ítrio e alumínio (Yttrium Aluminum Garnet-YAG); a fabulita (titanato de estrôncio), de maior brilho que o próprio brilhante, porém se desgasta devido a pouca dureza (V.p.f. acima, Jóia-falsa). Possuidores de grandes e valiosos diamantes usualmente mandam fazer um diamante artificial barato de ZC para a exibição, enquanto o autêntico é mantido no cofre.

Substituto em parte natural, em parte artificial do diamante é o quartzo fundido com chumbo; este metal aumenta sensivelmente as propriedades óticas do quartzo. Há pouco tempo surgiu a moissanita sintética, carboneto de silício, nome dado em homenagem ao cientista francês, Prêmio Nobel, Dr. Henri Moissan, que identificou o mineral natural, raríssimo.

Quando o anel é comprado em uma joalheria tradicionalmente conhecida, o cliente com certeza será informado pelo proprietário a respeito de todos esses detalhes. Ele receberá uma carta descritiva da pedra ou certificado de sua qualidade. Muito metal em volta do diamante indica que ele tem alguma coisa a esconder. 

Anel de noivado. Embora exista uma grande variedade de pedras preciosas, a escolha da pedra para o anel de noivado é limitada devido à cor: são preferidas para o anel de noivado as de cores claras e forte brilho. Por isso, excluído o diamante e suas imitações artificiais, a escolha cai em pedras como a água marinha, a esmeralda, o topázio e alguma variedade de quartzo colorido. As demais são pedras de cor mais forte (ametista, rubi, safira) e quando se apresentam claras não são espécimes autênticos.  

Um anel certamente custará menos em um estabelecimento modesto onde o joalheiro é também o ourives, e faz as próprias jóias que vende. Este, se for um artesão experiente, poderá copiar um desenho encontrado em uma propagada ou em uma revista, ou imitar uma jóia que lhe for dada como modelo. Se a pedra escolhida for um brilhante (diamante lapidado), a montagem de um “solitário” é relativamente simples. Diamantes pequenos podem dar uma aliança de brilhantes, que é também de confecção padronizada.

 
 

Fig. 2

Colar. O colar, como as jóias em geral, tem complexas relações de adequação entre o tipo físico, a cor da roupa, o formato do decote, as demais jóias (brincos, braceletes, broches) e os acessórios da vestimenta. Gargantilha é o colar justo com o pescoço. Pendentif a pedra suspensa por uma fina corrente de prata ou ouro.

Colar, comprimento. A base da curva do colar, ou a ponta do pendentif, deve estar a pelo menos dois dedos acima e quatro dedos ou mais abaixo da gola ou decote. , e nunca na mesma altura. Os decotes mais amplos funcionam como molduras para o colar, que nestes casos deve ficar acima da linha.

Com decote abotoado ou trespassado, ou qualquer blusa com colarinho, o colar deve ir por baixo da gola, e aparecer acima do primeiro botão abotoado (Fig. 2 ). Para o decote redondo-largo e o decote sem alça reto, colares que fiquem acima da linha. O decote em canoa, com a pala virada sobre a parte alta do braço, e o “canoínha” clássico pedem colares simples de uma ou duas voltas usado próximo à garganta. Como regra geral, o decote em V pede colares mais curtos; e para o decote em “V” largo, um colar que imite as linhas do vestido. Um decote inclinado ou de viés não aceita colares nem mesmo gargantilhas, sendo preferível que sejam usados brincos bem visíveis. Para a gola rolê, colares longos, com um tamanho total que chegue à altura do estômago.

Colar-e-busto. O colar chama atenção para o decote e para o busto. Se a mulher tem um busto maior, talvez deva dispensar o colar, ou usar tamanho curto. As que têm busto pouco saliente, ou nenhum busto, podem usar colares longos.

Colar-e-cores. Um colar precisa, além da combinação de cores, estar em certo contraste com o tecido que estiver por baixo, e não pode, por exemplo, ser usado sobre um suéter com cujas cores e desenhos (padronagem) ele poderá ser confundido. É importante uma boa coordenação entre os tons de cor do colar e a cor dos brincos

É necessário lembrar que “combinar” não é igualar nem aproximar cores. Significa explorar as afinidades estéticas que cores muito diferentes podem ter umas com as outras, e evitar juntar as que não combinam. Diz-se que o cinza não combina com o vermelho (uma simples gota de vermelho sobre o cinza gera um contraste violento), o marrom não vai bem com o amarelo, etc., e que o bege combina com um azul celeste, o azul marinho com o branco, o cinza com o verde musgo, etc. Isto se aplica às peças da roupa e também aos colares, na sua relação com a vestimenta.

Colar-e-horário. Para o dia, colares mais simples e coloridos, e à noite, mais pesados e cravejados com pedras e brilhantes.

O uso do broche dispensa o colar, e vice-versa. Jóias devem ser usadas sem o propósito óbvio de ostentação, e a pessoa usa jóias sem se fazer um cabide de joalheria.

Bijuteria. Adereço cujo valor reside no seu desenho artístico e não no custo do material empregado, que pode ser cobre, latão, fios de alumínio, pedras semipreciosas não aproveitáveis em jóias, sementes, etc. Em situações como bailes de gala e jantares formais, são usadas apenas jóias, e é preferível não portar nenhuma que usar bijuteria. Pulseiras que fazem barulho, brincos e colares demasiado longos, anéis desgastados pelo uso, são coisas a evitar. É importante a combinação de cores entre a bijuteria e a vestimenta e seus acessórios.

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As jóias, mais do que qualquer outro ornamento, sofrem as flutua¬ções da moda. Se num ano são in, logo no ano seguinte estão out. Já não existem regras estritas. Usa-se tudo a qualquer hora. De qualquer forma, as pessoas realmente elegantes continuam usando o ouro e as jóias esportivas durante o dia e nas ocasiões informais. Reservam-se os seus brilhantes e esmeraldas para as horas e ocasiões apropriadas. O uso imoderado de jóias sempre constituiu demonstração de mau gosto e de extrema vulgaridade. Hoje é mais do que isso. É uma imprudência. Ex¬ceção para a aliança e anel de noivado, para os quais não há hora nem lugar. São usados sempre.
Quanto às jóias masculinas, a moda as tem multiplicado: colares, pulseiras, anéis. Usadas com um toque pessoal e com propriedade, são muito elegantes. Só o excesso toma o homem ridículo. Quanto ao re¬lógio de pulso, é sempre mais do que uma jóia; é um objeto de grande utilidade. Se de bom gosto e de boa qualidade, tanto melhor.
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Rubem Queiroz Cobra

Página lançada em 12/08/2009

 

Direitos reservados. Texto impresso original depositado no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional.
Para citar este texto
: Cobra, Rubem Q. - Batizado. Site www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2008 
("www.geocities.com/cobra_pages" é "Mirror Site" de www.cobra.pages.nom.br).

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