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Bebidas destiladas são obtidas pelo aquecimento de
um líquido fermentado, ao ponto em que o álcool da fermentação evapora e
leva consigo alguns componentes tão ou mais voláteis que ele, e graças aos
quais a bebida resultante da condensação do vapor terá odor e sabor
diferentes do álcool puro. O aparelho onde os vapores da destilação são
resfriados é o alambique. Assim, do vinho ( um líquido fermentado) se
produz conhaque, e da fermentação do malte (produto da fermentação de
cereais) se produz o uísque.
O efeito nocivo mais comum da bebida alcoólica
pode ser, na verdade um efeito indireto. Acontece porque o indivíduo tem um
“modelo” de como beber que não é o de uma pessoa bem educada. Então temos duas normas
principais de Boas-maneiras respeitantes à bebida alcoólica: beber com
moderação e não encarnar um estereótipo de bêbado (falar
arrastado, tentar ser engraçado ou queixoso, chorão e apaixonado, mas em
qualquer dos casos, o foco das atenções). Quanto às farras, não são,
obviamente, objeto de Boas-maneiras.
Não se solicita
bebida destilada (whisky, cognac, etc.), nem bebidas alcoólicas
doces (licor, vinho do porto, etc.) como acompanhamento dos pratos
principais. A bebida em um jantar formal sempre foi principalmente o
vinho. O anfitrião oferecerá bebidas destiladas quando forem exigidas por
pratos especiais (sakê, para comida japonesa, cachaça para feijoada
e churrascos gordurosos, etc.). Deve-se beber apenas o que é oferecido a
cada estágio da refeição, no momento oportuno.
Como é o caso de qualquer bebida oferecida a
um convidado, este deve aceitar uma bebida alcoólica apenas se estiver
certo de que a aprecia e sabe como bebê-la. Rejeitá-la depois causará
espécie tanto ao anfitrião quanto aos demais convidados. Pode, no entanto,
aceitar um pouco no copo para experimentar, se for uma bebida que não
conheça.
A norma geral de
Boas-maneiras para a bebida alcoólica é beber com moderação.
Respeitado o limite em que a bebida alcoólica pode ser prazerosa e inclusive boa para a saúde (uma virtude que se afirma possuir o
vinho e o uísque tomados com moderação), ela poderá ser parte de um jantar
íntimo oferecido a um casal amigo, de uma festa familiar, ou de momentos
de descontração no lar. Por essa razão, mesmo que o dono não tenha
interesse em montar um bar em sua sala (V.p.f.
Desenho da casa confortável), e prefira deixar para comprar a
bebida na eventualidade de ter a quem oferecê-la, não deve faltar em sua
casa um equipamento mínimo que seria:
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Fig. 1 |
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Coqueteleira (Shaker)
de aço inoxidável para agitar os coquetéis (1, na Fig 1)
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Copo
alto, de aço inoxidável ou vidro, para misturar ingredientes (2, na
Fig 1) .
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Colherinha de cabo longo para ser usada com o copo alto, na mistura das
doses (3, na Fig 1);
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Socador de madeira para espremer casca de limão, indispensável para
preparar uma caipirinha (4, na Fig 1),
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Saca
rolhas. Os simples exigem mais força, e a ginástica de prender a garrafa
entre os joelhos. Não convém tentar saca-rolhas inovadores e complicados.
O de asas pode não ser o mais rápido, mas trabalha com eficiência.
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Abridor para tampa de garrafa de cerveja. Embora seja muito comum a tampa
de rosca, pode ser mais rápido para o garçom usar o abridor metálico.
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Espremedor de frutas para extrair os sucos para os coquetéis.
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Taboa
de cortar frutas, de madeira ou de plástico (Limão não pode ser cortado no
balcão porque corrói a pedra, principalmente o mármore).
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Faca
de aço inoxidável própria para descascar e cortar frutas
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Macerador ou Raspador de gelo (5, na Fig 1);
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Descaroçador de azeitona
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Um
medidor de dozes (25 a 30 gramas ou 1 onça – 6,
na Fig 1). Corresponde ao máximo de
bebida alcoólica destilada que as pessoas em geral podem consumir sem
risco de malefícios. Muitos anfitriões acham que devem servir doses
"generosas" de bebida e não querem parecer sovinas, utilizando um medidor.
Prefiro ver o medidor como um equipamento útil à virtude da moderação, e
uma garantia de que nada vai sair errado na mistura de um coquetel.
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Balde de
gelo para garrafa. Necessário para manter à mesa o vinho branco gelado,
que é como ele deve ser servido.
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Balde de
gelo para servir. Contém os cubos de gelo que o garçom vai utilizar, ou
que fica à disposição dos convidados para as bebidas tomadas on the
rocks (com cubos de gelo).
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Pinça de
pegar cubos de gelo, fica dentro ou ao lado do balde de gelo.
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Cálices
para uísque, licor, xerez, conhaque, cerveja, coquetéis, etc. Cada um tem
a forma mais adequada ao tipo de bebida a que se destina.
Bebidas clássicas. As bebidas
alcoólicas destiladas em geral não se alteram por longo tempo e portanto,
mesmo que não tenham um grande consumo, podem ser oferecidas ocasionalmente. As bebidas fermentadas como o vinho e a cerveja
em todas as suas variedades são mais susceptíveis de modificação com o
tempo.
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Cachaça. Aguardente obtida pela fermentação do melaço de cana. É um
acompanhante apreciado de pratos muito gordos como a feijoada, por
auxiliar a emulsão e digestão das gorduras. Antes uma bebida de fabricação
artesanal em alambiques nas fazendas, hoje a cachaça é fabricada por
processos modernos que levam em conta inclusive o envelhecimento em barris
de madeira que lhe emprestam odor e sabor refinados. Tem seu copo próprio
de servir, pequeno e estreito. Muito usada com limão e gelo, na batida
(V.p.f.) conhecida por Caipirinha.
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Cerveja. Bebida fermentada de cereais,
pasteurizada, com teor alcoólico baixo. É uma preferência popular como
acompanhante de refeições informais. Para as normas de Boas-maneiras e
Etiqueta referentes à cerveja v.p.f. o verbete respectivo em
"C".
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Chope. Bebida fermentada de cereais, como a
cerveja, porém não pasteurizada e para consumo imediato. É a cerveja
embalada antes de sofrer o aquecimento para a pasteurização. Como não
passa por esse processo de esterilização industrial, o chope contem
bactérias capazes de arruiná-lo, e por isso tem que ser consumido em pouco
tempo. O chope tem a mesma quantidade de álcool da cerveja, porém um sabor
ligeiramente diferente, devido às diferenças nas etapas finais da
produção, inclusive não recebe conservantes químicos, por ter curta
duração.
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Fig. 2 |
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Conhaque ou Brandy. É um destilado de uva. O nome conhaque origina-se da
região de Cognac na França. Contém de 48 a 54 por cento de álcool. Existem
conhaques de frutas, como o de cerejas (Cherry Brandy). Toma-se em copo sem pé ou de pé curto, com a
forma esférica (Fig. 2), cujo bojo se segura com a mão para transmitir calor ao
líquido.
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Gim
ou Genebra (do francês genièvre). É a base mais utilizada em coquetéis. É
um destilado de cereais aromatizado com vários vegetais, principalmente
bagas do junípero (zimbro). Os gins têm um teor alcoólico de 40 a 50 por
cento.
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Rum.
Bebida alcoólica produzida pela fermentação e destilação do açúcar de
cana. A concentração alcoólica alcança 45 a 50 por cento. Os escuros têm
gosto mais forte que os brancos.
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Vodka. Produzido pela destilação de cereais diversos, como cevada,
centeio, trigo, etc. Não tem cor. Contém de 47 a 53 por cento de álcool.
Pode substituir o gim em qualquer receita de coquetel. É
largamente consumido na Rússia. Serve-se
o mais gelado possível, em um copo previamente resfriado, e derramando-se
a bebida sobre as pedras de gelo colocadas no copo, e não o gelo por
último.
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Uísque.
[Do ingl. Whiskey]. É produzido pela fermentação e destilação
de cereais como centeio, milho ou cevada e contem entre 40 e 55 % de
álcool.. O escocês é fabricado com cevada; o
americano, conhecido como Borbon, é produzido da fermentação do milho.
Uísques feitos de um único malte são mais caros.
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Vermute. Os vermutes não são destilados e sim fermentados. São vinhos
aromatizados com ervas, e cada marca tem sua receita própria. Existem os
tipos tinto doce, branco doce e branco seco.
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Vinho. Fermentado filtrado de uvas maceradas de várias espécies. É a
bebida mais apreciada e consumida como acompanhamento de refeições finas e
elaboradas. É também consumido sem acompanhamento
nas suas variedades mais leves e adocicadas.
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Vinho do
Porto. É um vinho doce (desde meio doce até muito doce).
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Vinho
branco. É um vinho doce e seco, e tinto seco.
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Champagne.
Vinho de mesa efervescente. Ao ser aberto, desprende gás
carbônico. O champagne é obtido por uma fermentação elaborada de modo especial. Geralmente contém
10 a 15 por cento de álcool: existem champanhas doces e secas. V.p.f. a
página Champagne.
Coquetéis e batidas. Os coquetéis são
misturas cuidadosamente dosadas, geralmente entre bebidas destiladas,
bebidas fermentadas, sucos de fruta e água (gelo moído). O objetivo da
mistura é obterem-se sabores especiais diferentes do sabor isolado de cada
bebida da sua composição. As batidas somam ao destilado o sabor de um
fruta. As mais comuns utilizam cachaça ou vodka com suco de frutas como
limão, maracujá, etc.
Coquetéis e batidas, preparação.
Coloque sobre a mesa do bar (ou da copa ou cozinha) todos os ingredientes
enumerados na receita que vai executar, e mais os utensílios necessários.
As bebidas devem ser de boa qualidade e o gelo bem límpido. Coloca-se na
coqueteleira, em primeiro lugar, o gelo picado (a maior parte dos
coquetéis é preparada com gelo picado) e, a seguir, as bebidas, na ordem
em que forem indicadas na receita. Quando forem utilizados sucos de
frutas, estes devem ser frescos, espremidos na hora e nunca enlatados.
Tenha à mão açúcar ou xarope de açúcar para adoçar. Após a mistura, agite
bem o coquetel, pois disso dependerá o seu sucesso. Se for possível,
sirva-o em cálices previamente resfriados, a fim de ser obtido o máximo de
frio, nos coquetéis gelados. Sirva imediatamente; os coquetéis não devem
esperar, pois em geral o repouso é prejudicial a qualquer mistura. Algumas
misturas mais comuns :
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A
caipirinha. É comumente preparada com uma dose e meia de cachaça (ou
vodka), quatro colheres de sopa de açúcar cristal, e um limão cortado em
pedaços antes macerados com casca, porém sem o miolo branco central, e
adicionando-se gelo moído equivalente a três cubos.
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Martini. É uma mistura de destilado com fermentado. Misturam-se
1 dose de gim seco (dry gin) e meia dose de vermute seco. Agita-se
na coqueteleira (shaker) com raspas de gelo ou gelo quebrado, e
adiciona-se sumo de casca de limão. Serve-se em copo de pé de formato
próprio para esse coquetel. Colocar uma azeitona espetada no palito. Vodka
pode substituir o gim.
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Manhatan. É também uma mistura de destilado com fermentado: uma dose
de Bourbon (uísque de milho tipo Jack Daniel's); meia dose de vermute doce
e meia dose de vermute seco. Algumas gotas de Angostura ou de Campari).
Misturar com gelo e servir em uma taça, decorado com uma cereja em calda
ou servir em copo com cubos de gelo (on the rocks)
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Bloody Mary. Coquetel feito com duas medidas de vodka, uma
latinha ou garrafinha de suco de tomate e uma pitada de sal e pimenta.
Agitar com gelo e servir em copo alto.
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Margarita. duas partes de tequila, uma parte de licor Cointreau e suco
de limão. Misturar e servir em uma taça com bordos molhados com suco de
limão e pressionada em sal.
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Martini - É uma mistura de destilado com fermentado.
Misturam-se 1 dose de gim seco (dry gin) e meia dose de vermute seco. Agita-se com
raspas de gelo ou gelo quebrado na coqueteleira (shaker) e adiciona-se sumo de casca de limão. Servir em copo de
pé de formato próprio para esse coquetel. Colocar uma azeitona espetada no palito. Vodka
pode substituir o gim.
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Manhatan - É também uma mistura de destilado com fermentado: uma
dose de Bourbon (uísque de milho tipo Jack Daniel's); meia dose de vermute doce e meia dose de vermute seco.
Algumas gotas de Angostura ou de Campari). Misturar com gelo e servir decorando a taça com uma cereja em calda
ou servir em copo com cubos de gelo (on the rocks)
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Bloody Mary - duas medidas de vodka, uma latinha ou garrafinha de suco de
tomate; uma pitada de sal. Agitar com gelo e servir em copo alto.
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Margarita - duas partes de tequila, uma parte de licor Cointreau e suco de
limão. Misturar e servir em uma taça com bordos molhados com suco de limão e pressionada em sal.
Aperitivos:
O
uísque, os coquetéis secos (não doces), os bitters
(Campari)
e os vermutes, constituem os
aperitivos mais consumidos. Abrem o apetite e predispõem o sistema
digestivo para o trabalho. Abrem o apetite
e predispõem o sistema digestivo para o trabalho; por isso são parte do
hors d’oeuvre, a etapa prévia a uma Refeição Completa (V.p.f.).
Os copos ou taças dos drinques aperitivos não são levados para a mesa.
Licores:
São bebidas alcoólicas, doces e perfumadas com algum ingrediente vegetal
característico. A fruta (pequi, jenipapo, etc.) é deixada em infusão em
álcool de cereais, conhaque ou uísque. Os licores, tanto quanto os
coquetéis em que estes entram como base, são apropriados para apos a
refeição (depois do café). Ao mandar servir o licor após a refeição,
o anfitrião apresenta pelo menos duas opções: o tipo seco
e outro do tipo suave, que o garçom leva na bandeja, para escolha dos
convidados.
Os mais comuns:
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Angustura. Licor amargo extraído da planta de mesmo nome e que entra na
combinação de vários coquetéis.
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Anisete. [do francês anisette] Licor de Anis, muito popular, e que
alguns utilizam diretamente na xícara para adoçar o café expresso.
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Beneditino. Fabricado pelos monges beneditinos de Fécamp, na Normandia,
desde 1510. Tem base de conhaque, é considerado ótimo digestivo. O mais
suave tem no rótulo as iniciais D. O. M. que correspondem a "Deo Optimo
Maximo", ou seja, "Para Deus o maior e melhor". Com as iniciais B e B a
bebida tem maior teor de conhaque e o licor é mais seco (menos doce).
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Cacau. Licor castanho escuro, feito de cacau, e aromatizado com baunilha e
especiarias.
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Chartreuse. fabricado pelos monges franceses Cartuxos. A fórmula é um
segrêdo. Existem 2 qualidades: amarelo, mais fraco, e verde, mais forte.
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Cointreau. Originalmente fabricado pela família Cointreau. Além de muito
bom tomado puro, é um dos poucos licores que é agradável também tomado com
cubos de gelo (on the rocks). Presta-se também para saborosos
coquetéis, como o citado Margarita.
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Creme
de Menta. Geralmente um excelente licor. O que vem em garrafa verde é mais
doce; o da garrafa branca é mais seco. Note-se que crème significa
licoroso ou uma bebida extremamente doce, quase uma calda com sabor de uma
fruta, ou é de leite, ou de café, por exemplo. Mas o Crème de Menta é um
licor, e é "crème" somente no nome e não tem a consistência do creme nem é
tão doce.
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Curaçau. Fabricado com casca de laranjas verdes; em Curaçau.
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Drambuie. O nome deriva da expressão celta "Am Dram Buidheac" ("a bebida
que satisfaz"). Pelo sabor sabe-se que é à base de uísque escocês com mel,
mas a receita é um segredo da família Mckinnon que a teria recebido do
Príncipe Carlos em 1745, quando essa família lhe deu abrigo em sua fuga da
Escócia.
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Grand
Marnier. Licor parecido com o Curaçau é também um licor de laranja com
base de conhaque; um ou outro podem ser usados indiferentemente nos
coquetéis.
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Marasquino. Licor de gosto forte, fabricado com cerejas e amêndoas; é ao
mesmo tempo doce e amargo.
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Strega.
Licor italiano com sabor cítrico e de ervas escolhidas. Alguns
apreciadores gostam de tomá-lo com sorvete.
NOTA: Ao servir o licor após
uma refeição, é bom que o anfitrião apresente, ou que o
garçom leve na bandeja opções de licores, pelo menos um do tipo seco e
outro do tipo suave, para escolha do convidado.
Rubem Queiroz Cobra
Lançada em 29-01-2005 |