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ÍNDICE

 

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VERBETES E ÍNDICAÇÃO GERAL DAS PÁGINAS DE
  Boas-maneiras e Etiqueta

Página escrita por
Rubem Queiroz Cobra
(Site original: www.cobra.pages.nom.br)

 

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V X Y W Z 

N-O-P

N

Noivado. V.p.f. a página Noivado.

Nome civil. A escolha do nome a ser dado ao filho requer alguma reflexão, a fim de que alguns aspectos importantes sejam devidamente considerados. Os nomes preferidos são em geral os de uso tradicional na região, evitando-se inovações tais como criar um híbrido com partes tiradas dos nomes do pai e da mãe, ou dar à criança um nome de acentuada inspiração ideológica, ou de caráter exótico e até desrespeitoso.

NOTA. Existem leis que proíbem aos pais colocarem nomes que possam ser motivo de chacota para os filhos.

Nome, tratamento. Senhoras são chamadas, no trato informal, pelo seu primeiro nome, nunca pelo sobrenome. Os homens podem ser indiferentemente tratados pelo nome ou pelo sobrenome. Ao ser apresentado a alguém, homem pode dizer como prefere ser tratado. No trato formal, emprega-se o nome e sobrenome do homem, ou da mulher solteira, e repete-se o nome completo do homem, antecedido pelo pronome “senhora”, quando se trata de mulher casada.
 

O


Olhar.
Olhar uma pessoa é um gesto que pode transmitir sentimentos de modo muito direto: comunica ódio, expressa amor, repreensão, advertência, preconceito, encorajamento, etc. Fitar com interesse o interlocutor em uma conversa é um modo de olhar que transmite um sentimento de respeito e por isso desperta simpatia. O olhar é a garantia da atenção. Em um grupo, quem fala deve procurar fitar a cada um dos parceiros para distribuir sua atenção a todos, e com isto assegurar, também, a atenção de todos para o que diz.

Opíparo. Elogio que se faz a um jantar ou, no gênero feminino, a uma refeição rica de pratos e de sabores apetitosos que os comensais consideram extraordinária.

Ósculo. Beijo cerimonioso e simbólico previsto em um ritual.

Ostentação.  O exibicionismo e a ostentação traem uma ligação do exibicionista com níveis de pobreza que estão na sua origem. Ele organiza sua exibição com base na sua experiência passada de aspirar a coisas que ainda não podia possuir. Uma vez rico, adquire seus bens sem o conhecimento necessário quanto à qualidade das coisas, a naturalidade em possuí-las e usálas, e sem a discrição própria da pessoa de posses que é bem educada. Por isso a ostentação é típica do novo rico.

NOTA. A arte de receber não se coaduna com a ostentação. Os bons anfitriões não procuram impressionar, não organizam “festas dignas de uma rainha“ nem têm um jornalista de plantão para publicar fotos na sua coluna. Provavelmente nem admitirão esse profissional nas suas festas.  Sua preocupação é causar prazer e promover amizades em suas recepções. Oferece um bom champagne e não o mais caro (se conhece, sabe que o preço não significa com certeza o melhor). Por sua vez, a anfitriã não brilha ela mesma, aprecia o brilho de seus convidados. Elogia a atuação social de cada um, valoriza as famílias indagando pelos filhos e parentes de cada convidado. Não se penteia como uma “leoa” nem se enrola em colares glamorosos, e sua casa não é um feérico caleidoscópio de luzes e cores.

Ouropel. Material dourado para fantasias, fabricado com latão ou cobre em liga com o zinco.

Ovação. Aclamação feita com entusiasmo por uma multidão ou platéia como mostra de grande admiração e reconhecimento a alguém por algum feito extraordinário ou merecimento de grande reverência pública

Overture. Peça musical executada ao mesmo tempo que se abrem as cortinas do palco para início da representação de uma ópera.

P

Panqueca. V.p.f. Como se come.

Patentes-militares. A gradação dos militares das três armas tem designação correspondente a 15 postos hierárquicos, cada posto com os privilégios do seu nível, que se refletem nos Protocolos oficiais. Oficiais das três armas compreendem respectivamente, na Marinha, no Exército e na Aeronáutica os postos listados no Q- 1.

NOTA, Ter uma noção da hierarquia militar nas três armas é certamente um conhecimento útil em sociedade, por serem várias as oportunidades em que questões de precedência obrigam a certas disposições, p. ex., quando se vai determinar lugares à mesa.

Q- 1

PRINCIPAIS POSTOS MILITARES NA
MARINHA, EXÉRCITO E AERONÁUTICA

1 - Almirante-de-Esquadra / General-de-Exército / Tenente-Brigadeiro

2 - Vice-Almirante / General-de-Divisão / Major-Brigadeiro;

3 - Contra-Almirante / General-de-Brigada / Brigadeiro;

4 - Capitão-de-Mar-e-Guerra / Coronel / Coronel;

5 - Capitão-de-Fragata / Tenente-Coronel / Tenente Coronel;

6 - Capitão-de-Corveta / Major / Major;

7 - Capitão-Tenente / Capitão / Capitão

8 - Primeiro-Tenente / Primeiro-Tenente / Primeiro-Tenente

9 - Segundo-Tenente / Segundo-Tenente / Segundo-Tenente

10 - Suboficial / Subtenente / Suboficial

11 - Primeiro-Sargento / Primeiro-Sargento e Taifeiro-Mor / Primeiro-Sargento e Taifeiro-Mor

12 - Segundo-Sargento / Segundo-Sargento e Taifeiro-de-Primeira-Classe / Segundo-Sargento e Taifeiro-de-Primeira-Classe

13 - Terceiro-Sargento / Terceiro-Sargento / Terceiro-Sargento

14 - Cabo / Cabo e Taifeiro-de-Segunda-Classe / Cabo e Taifeiro-de-Segunda-Classe

15 - Marinheiro / Soldado / Soldado-de-Primeira-Classe.

 

Pauta protocolar. Plano geral ou esquema resumindo de etapas para um evento social formal que não é solene. Pauta, como organizar eventos formais que não requeiram um Protocolo rigoroso. Pauta as medidas para o bom transcurso de recepções como almoços e jantares, o Chá, coquetéis, e eventos onde, em geral, não haja necessidade de pormenorizações quanto a ordens de precedência pela posição social dos convidados nem entrosamentos com rituais e outros eventos, que cabe ao Protocolo solucionar. 

Protocolo. Protocolo é o termo que designa o plano para a execução de uma cerimônia com previsão de suas etapas, de seu ritual, se houver, e das precedências a serem observadas entre seus participantes. Ele se aplica à organização das cerimônias, como instrumento do Cerimonial (V.p.f.)

Ao promover uma cerimônia o Cerimonial já terá previsto a organização que ela terá, o modo de abertura e encerramento, sua data e duração, o ritual a adotar, as autoridades e os convidados a participar, a cronometragem das etapas, etc. O registro ou assento desse planejamento é o Protocolo da cerimônia, e o serviço encarregado de executá-lo é o próprio Cerimonial.

O Protocolo, como a Etiqueta, é essencialmente técnico. Não se orienta pelo respeito à pessoa humana em si – preocupação que cabe ao Cerimonial na sua avaliação geral da organização da cerimônia –, porém pelo respeito ao status ou condição de importância do indivíduo como elemento político ou religioso em um determinado contexto, ou em uma relação de contextos, na solução que é pedida para a realização das cerimônias e dos seus rituais.

Porém não é uma arte, como a Etiqueta, e sim uma disciplina ordinária do conhecimento, que tem vínculo com a Administração, a Diplomacia e a Sociologia, e que interessa aos profissionais promotores de eventos e ao Cerimonial em geral, onde quer que possa ser aplicado. Como disciplina compreende conhecimentos administrativos, diplomáticos e sociais, e se vincula à Etiqueta, à Ritualística, à Estética, e a outras disciplinas auxiliares importantes para o assessoramento que lhe compete dar ao Cerimonial, cabendo-lhe conhecer e obedecer aos regulamentos e normas que dispõem sobre critérios de precedência de acordo com hierarquias militares e religiosas, graus de importância do parentesco da nobreza, ordem de antigüidade, etc.

Peixes. V.p.f Como se come.

Pene. Tipo de massa cortada em pedaços cilíndricos que, depois de cozida em água, é servida na manteiga ou com algum tipo de molho, principalmente o de tomate.

Penhoar. (do francês Peignoir). Equivalente feminino do robe masculino, porém mais longo, atingindo o dorso do pé. Não é roupa de dormir mas se usa sobre a camisola de dormir estando-se de pé. Difere do quimono por ser longo e cintado. É de corte aberto e com trespasse na frente, em geral, levemente rodado e mantido fechado por um cinto do mesmo tecido da peça.

Pinça. Pegador de cubos de gelo. No balcão do bar, é deixada dentro do balde de gelo.

Polidês. (o mesmo que Boas-maneira)a courteous manner that respects accepted social usage  V. Tb. Boas-maneiras, Urbanidade; Graciosidade; Cavalheirismo; Galanteio; Civilidade.

Postura. V.p.f. a página A postura do corpo.

Precedência. V.p.f. a página Precedência e Importância Social.

Preces, à refeição. Se diz sempre umas palavras antes de uma refeição, estimulando os convidados a que se sirvam, estejam à vontade, tenham bom apetite, por vezes na forma de um comentário humorístico que se ajuste bem ao momento. Cabe exclusivamente ao anfitrião dizê-las e também somente ele pode propor que se faça uma prece, ou solicitar alguém a dizê-la. Nenhum convidado solicita licença para fazê-lo, ainda que seja um religioso. Os motivos para essa restrição são muitos e óbvios. Quando o anfitrião convida a uma prece, os presentes devem acompanhar seu comando quanto a se darem as mãos, ou a tomarem seus lugares à mesa para rezarem já assentados. Neste último caso, não colocar o guardanapo no colo antes da prece.

Presumido. Indivíduo vaidoso, de maneiras afetadas, que se vangloria de suas qualidades, posses, influências sociais, etc. Sin: cabotino.

Profissional. Pessoa dedicada a uma atividade para a qual se preparou e pela qual pode ser contratada, dela tira seu sustento e exercê-la com amor engrandece sua auto-estima.

NOTA. A falta de profissionalismo se revela pela ausência de uma ou de várias dessas condições básicas que o definem, p. ex., inexiste profissionalismo onde o contratado é despreparado,  ou não tira ganhos de auto estima do seu trabalho, mas sim do ambiente em que o exerce e da camaradagem com os colegas.

Pronomes de tratamento. V.p.f. a página Pronomes de tratamento.

Protocolo. Termo que designa as diretrizes para a execução de uma cerimônia com previsão dos detalhes do seu ritual, e das precedências a serem observadas entre seus participantes. O registro ou assento do planejamento de uma cerimônia é o seu Protocolo, e o serviço encarregado de executá-lo passou a ser, por extensão, designado também Protocolo, assim como a disciplina que compreende os conhecimentos indispensáveis a essa atividade.

NOTA. O Protocolo é essencialmente técnico, cabendo-lhe conhecer e obedecer aos regulamentos e normas que dispõem sobre critérios de precedência de acordo com hierarquias militares e religiosas, graus de importância do parentesco da nobreza, ordem de antigüidade, etc. Como disciplina compreende conhecimentos administrativos, diplomáticos e sociais, e se vincula a outras como a Etiqueta, a Ritualística, a Estética, e demais disciplinas auxiliares importantes para o assessoramento que lhe compete dar ao Cerimonial.

2001/2009
 R.Q.Cobra

Direitos reservados. Texto impresso original depositado no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional. 
Para citar este texto:
Cobra, Rubem Q. - Verbetes de Boas-maneiras e Etiquetaa Filosofia. Site www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2001/09
("www.geocities.com/cobra_pages" é "Mirror Site" de www.cobra.pages.nom.br).

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Rubem Queiroz Cobra