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ÍNDICE

 

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VERBETES E ÍNDICAÇÃO GERAL DAS PÁGINAS DE
  Boas-maneiras e Etiqueta

Página escrita por
Rubem Queiroz Cobra
(Site original: www.cobra.pages.nom.br)

 

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V X Y W Z 

B

Bacon. V.p.f. em Como se come.

Bagaceira. Bebida para cujo fabrico os viticultores aproveitam o bagaço (cascas e sementes) das uvas utilizadas na produção do vinho. O mesmo que graspa. O processo consiste em adicionar ao bagaço água fervida e açúcar, e deixar fermentar novamente, para depois destilar em alambiques.

Baile. As normas de Boas-maneiras e Etiqueta tradicionalmente referem-se ao casal dançarino como cavalheiro e dama.

NOTA: Fazer o convite para dançar ou aceitar esse convite não significa estabelecer um conhecimento, ainda que, enquanto dance, o par mantenha um diálogo. Se da parte de um dos dois, geralmente do homem, é feito um convite para uma visita ao bar, ou um passeio ao terraço, e este convite é aceito, a partir desse momento pode estabelecer-se conhecimento e amizade. Por isso conversam amenidades, e não se pede o número do telefone nem se tenta criar qualquer compromisso com a parceira ou parceiro durante a dança.

Um baile pode ser interrompido a fim de se fazer um sorteio, jogo ou brincadeira, ou para que os convidados sejam servidos de pé, no salão, se for um coquetel-dançante, mas não são interrompidos para o pronunciamento de um discurso isolado. V.p.f. Baile-de-formatura; Baile-de-gala; Chá-dançante. V. tb. a página Baile-de-debutante.

Baile de Debutantes. V.p.f. a  página Baile-de-debutante.

Baile de formatura. Um baile de formatura deve ser inaugurado com um brevíssimo convite feito pelo representante da turma – não necessariamente o orador da turma –, que dirá qual o motivo do baile e convidará a orquestra a iniciar a música e aos presentes a aproveitar a festa e a se divertirem. Não cabe nem brindes nem discursos em bailes de formatura. Estes ficam limitados às cerimônias da colação de grau propriamente e a outros eventos mais apropriados que possam ser parte do programa. Os garçons iniciam o serviço do bar logo que os primeiros convidados tomam assento; não precisam aguardar pela abertura formal do evento. 

Baile-de-gala. Um evento formal, promovido a maior parte das vezes para levantar fundos para obras sociais, ou como parte de uma comemoração. O traje é a rigor, e pode ser restrito a convidados ou aberto a um público de pessoas previamente habilitadas e cadastradas. Não confundir com recepção de gala, que compreende um almoço ou jantar. É precedido de um coquetel, e tem uma linha de recepção de casais que representam a entidade promotora.

Baile-de-quinze-anos. Comemoração da idade em que, tradicionalmente, no mundo ocidental as meninas se tornam moças casadoiras e ingressam na vida social. O aniversário geralmente dá lugar a um baile de quinze anos ou baile de debutante individual, em que os gostos da família marcam o evento, e conta apenas com os seus convidados. Sopram-se velinhas, exibem-se coleções de fotos da criança, e se faz a despedida das bonecas. Não raro se promove durante o baile a realização de uma fantasia infantil da aniversariante. Após, a menina troca o vestido da recepção pelo vestido para a valsa, e o pai lhe calça solenemente sapatos de salto alto. Por isso representa mais o rompimento com o passado que um compromisso com o futuro. A anfitriã (que é sempre a mãe da jovem, ou quem a representar) fica de pé à entrada e, depois de serd

cumprimentada, apresenta a aniversariante ao convidado ou convidada que chega.

NOTA. O baile de uma única debutante difere fundamentalmente do baile de gala do qual participam várias adolescentes que completam 15 anos próximo à data escolhida para o evento, e são, após um curto período preparatório de cidadania, apresentadas pelos pais à Sociedade nesse baile.

Baixela. Utensílios de mesa (talheres e travessas) em metal nobre. Ex.: baixela de prata.

Bajular. Elogiar por interesse, o que se torna evidente uma vez que o bajulador não tem a mesma atitude para com todas as pessoas, mas visa apenas aquelas das quais espera favores.

 

 

Fig. B-1

Balde-de-gelo. Utensílio feito de material isolante do calor, revestido em prata, aço inoxidável ou outro material nobre, para servir gelo ou para conservar a bebida gelada (Fig. 1-B)

NOTA: É o balde que contém os cubos de gelo que o garçom vai utilizar, ou que fica à disposição dos convidados para as bebidas tomadas on the rocks. Difere do balde de gelo para garrafa, o qual tem os bordos mais altos e uma estrutura reforçada, e serve para manter o vinho branco gelado, que é como ele deve ser servido à mesa.

 

Fig. B-2

 

Bandeja. Utensílio de mesa de fundo plano e bordas baixas, dotado ou não de alças. As bandejas são em geral de formato quadrado quando destinadas a transportar um serviço de bebidas, ou ovaladas quando feitas para apresentar alimentos à mesa.

NOTA: A bandeja destinada a transportar um serviço de café ou de chá deve conter espaço suficiente para isto e ser dotada de alças que permitam sustentá-la sem oscilações. A que leva à mesa comidas que deverão ser cortadas, como carnes e bolos, devem ter bordos mais baixos.

Bandeja-de-correspondência. Bandeja comumente redonda, em prata e de bordas baixas, também chamada salva. É deixada sobre um console junto à entrada da casa, e nela é colocada a correspondência que chega para alguém que está ausente. Em outras épocas era utilizada pelo mordomo para levar ao dono da casa a correspondência entregue à porta,

 

 

Fig. B-3

NOTA: A salva é um utensílio muito útil, além de decorativo, pois ela se presta inclusive como local para se deixar recado. A fim de oferecê-la como um presente ao dono da casa, pode-se mandar gravar suas iniciais e o desenho de um pequeno envelope no centro da bandeja.

Bandô. Peça de madeira envernizada ou de tecido decorativo grosso que é fixada na parede sobre uma janela para esconder os trilhos e as argolas da cortina.

Banheiro. V.p.f. a página Higiene.

Barco. V.p.f. a página Cruzeiros marítimos. 

Batata. V.p.f. Como se come.

Batida. V.p.f. Bebidas destiladas e coqueteis

Batismo. Certas cerimônias de iniciação: o batismo do barco que sai do estaleiro naval para iniciar sua navegação; o “batismo de fogo” do soldado que participa de sua primeira batalha; o batismo (ato cômico e festivo) de quem pela primeira vez atravessa o equador. Usa-se a mesma denominação com significado religioso.

Batizado. V.p.f. a página Batizado.

Batom. Cosmético à base de cera colorida, geralmente em tons variados de vermelho, empregado para tingir os lábios como parte importante da maquiagem feminina ou teatral. Na mulher, o seu uso correto requer um estudo de qual a cor mais adequada ao tom da pele e às cores da indumentária. À mesa, ela deve remover com o guardanapo, antes de beber, o excesso de batom que deixa marcas em xícaras e copos.

Bebidas destiladas e coquetéis. V.p.f. a página Bebidas destiladas e coqueteis.

Beijinho. Cumprimento que consiste em um meio abraço acrescido de um beijo simulado no lado esquerdo da face, podendo ser repetido no lado direito. 

NOTA: Apesar de desconfortável (quando há muita diferença de estatura, ou uma das pessoas está sentada e a outra em pé); de complicado (quando os narizes se atritam); e de ser às vezes desagradável (se as pessoas estão muito suadas), o beijo na face é um cumprimento comum entre duas mulheres,  homem e mulher, e mesmo entre dois homens. É evidentemente dispensável que sejam dados dois beijos – popularmente chamados “beijinhos” –, um em cada face, e um exagero que sejam dados três, o terceiro novamente na face esquerda.

Beijo. O beijo como expressão de amor e carinho, quando dado em público, não o deve ser de modo a causar embaraço aos presentes, seja pela sua intensidade, seja pela sua duração prolongada. É impróprio uma pessoa beijar uma criança, principalmente um recém-nascido, se não é membro de sua família.

Beijo na mão.. V.p.f. a página Beijo na mão.

Beleza. Qualidade com fundamento no Belo. Parâmetros estéticos que nas coisas, ideais ou concretas, são capazes de provocar na pessoa a condição fisiológica que se traduz em sentimento do Belo e a emoção de admiração ou prazer estético. A beleza moral no respeito às leis, a beleza das feições, do penteado, das roupas que se veste, do modo como se expressa; a beleza das cerimônias, do aparelhamento de uma mesa de refeições, dos modos de receber, e nas atitudes e procedimentos que se valem da arte da Etiqueta como instrumento são exemplos de coisas que despertam na pessoa aquele sentimento e esta emoção. Sua auto-estima reflete a emoção de nobreza que lhe traz seu sentimento de ser bela nestes particulares.

Bijuteria. V.p.f. Jóias, pedras e bijuteria.

Bisteca. Peça de carne aderente à costela, com intercalação de uma lâmina de gordura amarelo-clara. Vendida com ou sem osso, é dos cortes mais valorizados do boi e pode ser servida grelhada, frita ou assada. Sin: chuleta.

Bistrô. [do fr. bistro] Pequeno bar com um ambiente sofisticado criado através da decoração, e que procura fazer atendimento pessoal a uma clientela exclusiva adepta dos modos e da cozinha francesa.

Boas-maneiras. Disciplina que reúne normas relativas ao comportamento respeitoso nos vários episódios possíveis do relacionamento social tais como os modos de saudar, à necessidade de retribuir provas de consideração, ao comportamento em lugares públicos e no clube; às precedências por idade e situação social, ao dever de agradecer serviços gratuitos recebidos, etc.

Como tais atitudes são voluntárias, encontramos seu motor na auto-estima (V.p.f.) do indivíduo que as valoriza, e que tem prazer em abraçar uma atitude digna da condição humana conforme ensina a Ética (superação dos instintos primitivos do homem), e seguir os preceitos apontados pela Civilidade (cooperação e mútuo entendimento, amizade, generosidade e respeito como condição de vida social). Como uma disciplina prática, Boas maneiras tem por auxiliares as regras técnicas da Etiqueta e do Protocolo.

Sinônimos populares de Boas-maneiras: Polidez, Boa-educação, Bom-tom, Modos e Bons-modos, Graciosidade; Cavalheirismo; Galanteio; Urbanidade, etc.  V.tb. a página Cerimônia, Protocolo, Etiqueta e Boas-maneiras - Definições

Bodas. V.p.f. as páginas Bodas; Bodas: símbolos e presentes e Bodas - Ritual da Missa..

Bolsa. Parte acessória do vestuário cujo designe e qualidade do material impactam sobre a imagem pessoal da mulher. Nesse sentido também a combinação entre a bolsa, a vestimenta e outros acessórios (os sapatos e o cinto) tem especial importância. Seu uso não deve causar desconforto a quem a tem, nem incomodar aos demais, seja pelo tamanho, por seu impacto estético, ou sua disposição.

NOTA: A visita que carrega uma bolsa, ou uma pasta, a entrega junto com seu casaco, luvas, chapéu e outros acessórios, salvo os de porte permanente (telefone celular, óculos, etc.) a quem deva guardá-los para ela até o final da visita. A senhora convidada para um jantar não conserva a bolsa junto de si ou no braço, e recusar os préstimos da anfitriã para guardá-la passará a impressão de que não confia na segurança da casa. A bolsa é levada pendurada ao braço, ou de modo menos formal, a tiracolo ou pendente da mão, no lado oposto ao que caminha o acompanhante. Uma bolsa nunca é deixada sobre um assento vazio, salvo se a sua dona a mantém preza ao próprio braço.

Boné. O boné e o quepe são coberturas para a cabeça correspondentes a um chapéu cuja aba se resume a uma pala rígida sobre os olhos. Usado com a pala para trás por um jovem, sinaliza disposição para destoar da rotina, agir com independência, e é o modo como costumam usá-lo os adeptos de desportos radicais.

NOTA. Os bonés, do mesmo modo que os chapéus, são tirados durante a execução do hino nacional como sinal de respeito e patriotismo. Ambos são removidos também em uma igreja, no recinto de uma Corte de Justiça, em uma cerimônia fúnebre, ou em um restaurante. Ao cumprimentar uma senhora, tira-se o chapéu, mas não é obrigatório tirar um boné. Este, por ser esportivo, está menos sujeito as formalidades. No elevador e nas áreas internas de circulação de um prédio residencial tira-se o chapéu, mas o boné pode ser mantido.

Botas. Tipo de calçado, masculino ou feminino, em geral modelado e reforçado para proteger as pernas nas caminhadas contra a aspereza do solo, o risco de mordidas, a água e o frio, ou para dar mais firmeza e corrigir defeitos ortopédicos. Podem ser de desenho e material sofisticados, com a finalidade de criar estilo como um acessório do vestuário.

NOTA: Ainda que possam acrescentar à elegância da aparência, as botas não fazem parte do vestuário formal, e obviamente não são usadas em bailes, no teatro, ou em situações de mais requinte e formalidade. São porém indispensáveis em certas circunstâncias, quando não usá-las pode significar estar impropriamente vestido, como é o caso de caminhar na neve, ou caminhar no campo. Neste último caso, o risco de ferir os pés em rochas pontiagudas ou de se arranhar o corpo com espinhos obriga não apenas ao uso de botas mas também de roupas de tecido grosso e com mangas compridas.

Brandy.  V.p.f. a página Bebidas destiladas e coqueteis.

Brindes e discursos. V.p.f. a página Brindes e discursos

Fig. B 4

Bufê. [Do fr. bufet]. Uma mesa longa, geralmente com rica ornamentação, na qual são colocadas a louça, os talheres, os guardanapos, as travessas e os rechôs (do fr. réchauds) com os alimentos de uma refeição completa. O serviço de bufê, adotado nas grandes recepções, é a base do serviço em muitos restaurantes, e o modo mais adequado para um Chá. A Fig. mostra a disposição da decoração e as posições (1), da bandeja do chá, com o bule de chá, leiteira, açucareiro e saquinhos de chá; (2), da bandeja do café, com cafeteira, leiteira e açucareiro; (3), das cestas de pães de forma; (4), travessas de comestíveis (sanduíches, pastéis, canapés, etc.); (5), jarras de refrescos; (6), manteigueiras; (7), chávenas de chá; (8), xícaras de café (9); copos para refrescos (10), pratinhos (11), pegadores e guardanapos (12), e talheres (13).

NOTA: O bufê, seja em um restaurante seja em uma recepção, permite à pessoa servir-se na mesma ordem dos pratos de uma refeição completa servida à francesa (Os bufês têm as entradas, sopas, os comestíveis do primeiro prato e do prato principal). Quem não se apercebe disto, enche o prato de comida misturando todos os sabores, quando poderia ir ao bufê as vezes necessárias para comer na ordem própria de uma refeição completa, cuja seqüência é a mais apropriada à digestão, evitando também o exagero de um prato transbordante de comida.

Buzinada. Som de advertência que o motorista usa acionando a buzina do carro em situações de emergência, seja para avisar de perigo, para chamar a atenção para a manobra que pretende fazer quando esta envolve risco e requer a atenção de todos.

NOTA: É uma característica da imaturidade pessoal a urgência em satisfazer todos os desejos. O indivíduo imaturo, transforma o som da buzinado seu carro em sinal agressivo de urgência e pressa. Faz isto no instante em que o semáforo se abre, assim como usa um furioso piscar dos faróis altos, ou cola seu carro na traseira do outro veículo para pressionar o motorista à sua frente a correr ou deixá-lo passar, vinga-se da lentidão do outro dando-lhe uma “fechada”. e finge não ver faixas de pedestre, estacionamentos reservados a idosos e deficientes, e ocupa duas vagas quando estaciona. Essas pessoas têm uma personalidade imatura, o que pode corresponder a um quociente mental bem abaixo da média. Somente com essas formas de agressão conseguem aplacar a raiva que a imaturidade tipicamente gera quando o indivíduo imaturo é tolhido em sua pressa, assim como em seus desejos em geral. V.p.f. Boas-maneiras no Trânsito, e a página sobre maturidade e imaturidade.

 

2001/2009
 R.Q.Cobra 

Direitos reservados. Texto impresso original depositado no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional. 
Para citar este texto:
Cobra, Rubem Q. - Verbetes de Boas-maneiras e Etiquetaa Filosofia. Site www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2009
("www.geocities.com/cobra_pages" é "Mirror Site" de
www.cobra.pages.nom.br).

 

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Rubem Queiroz Cobra